CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Em audiência no Senado, Anatel defende data centers como um dos pilares do ecossistema digital brasileiro

Conselheiro Nilo Pasquali apresentou white paper desenvolvido na Agência pelo Comitê de Infraestrutura de Comunicações

Publicado em 09/06/2026 17:18Modificado há um dia
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Reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia no Senado Federal
Comissão de Ciência e Tecnologia debateu projeto sobre data centers no Brasil - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Os data centers são infraestruturas críticas e pilares fundamentais para o desenvolvimento do novo ecossistema digital brasileiro, englobando a inteligência artificial (IA), a tecnologia 5G e os serviços em nuvem, afirmou nesta terça-feira (9/6) o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Nilo Pasquali, ao participar de audiência pública no Senado.

Pasquali foi um dos participantes da audiência convocada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) para discutir o Projeto de Lei nº 3.018/2024, que dispõe sobre a regulamentação dos data centers de inteligência artificial. À CCT, ele apresentou o white paper produzido no âmbito do Comitê de Infraestrutura de Comunicações (C-Int), presidido pelo conselheiro Alexandre Freire.

“Uma das principais conclusões do white paper é que os data centers são uma infraestrutura crítica para a economia digital, para todo o ecossistema digital. Eles são a base para a inteligência artificial, para o 5G, para todos os serviços em nuvem e para os serviços digitais de forma geral”, disse o conselheiro.

Descentralização

Lançado em outubro de 2025, o white paper destaca o cenário de rápida expansão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), marcado pela digitalização de processos, computação em nuvem, virtualização de redes e uso intensivo de inteligência artificial. Nos próximos anos, a crescente demanda por renderização de imagens, vídeos e áudios deverá impulsionar ainda mais a necessidade de capacidade de armazenamento, processamento e transmissão de dados.

Um dos pontos levantados pelo conselheiro foi a concentração geográfica dos data centers no território nacional. Segundo Pasquali, o mercado brasileiro tem potencial para se consolidar como um hub regional para a América Latina e o Cone Sul, desde que conte com políticas públicas de incentivo, expansão da infraestrutura nacional e descentralização regional, de modo a garantir maior agilidade e qualidade aos consumidores.

“A descentralização dos data centers traz mais velocidade e qualidade de serviço no aspecto da conectividade. Quanto mais próximo o conteúdo está de quem o consome, mais rápido o serviço parece. Mais ágil e mais eficiente ele se torna para o consumidor”, comentou.

Debates internos

O conselheiro ressaltou que a Agência avançou no debate por meio de consulta pública para consolidar cinco grandes eixos operacionais mínimos para o setor: operação contínua contra falhas e desastres, segurança física, segurança cibernética avançada, eficiência energética e sustentabilidade ambiental (ESG).

Aos participantes, Pasquali ponderou que a legislação deve distinguir claramente os data centers de uso geral daqueles construídos exclusivamente para demandas de IA, como treinamento massivo de modelos e inferência em larga escala, que possuem necessidades regulatórias muito mais específicas.

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Comunicações e Transparência Pública
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