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BRASIL CONTRA O CRIME ORGANIZADO
Padrão Segurança Máxima chega ao Rio de Janeiro com operações e investimentos em tecnologia prisional
Rio de Janeiro/RJ, 19/06/2026 – O projeto Padrão Segurança Máxima (PSM), iniciativa do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, chegou ao estado do Rio de Janeiro com ações integradas de inteligência, operações e modernização tecnológica em seis unidades prisionais estratégicas. As atividades foram desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e pela Secretaria de Estado da Polícia Penal do Rio de Janeiro (SEPPEN-RJ).
Entre os dias 15 e 19 de junho, equipes da SENAPPEN e da SEPPEN-RJ realizaram as operações Mute e Modo Avião. As ações realizadas em cinco unidades prisionais mobilizaram 700 policiais penais estaduais e federais, resultando na revista de 143 celas e na apreensão de 165 aparelhos celulares e outros materiais ilícitos.
Nesta sexta-feira (19), o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a secretária de Estado da Polícia Penal do Rio de Janeiro, Alessandra Odawara, o diretor de Inteligência Penal da SENAPPEN, Antônio Glautter Morais, e o assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Daniel Veloso Hirata, acompanharam as ações realizadas no estado.
As ações foram realizadas em seis unidades prisionais estratégicas selecionadas com base em dados de inteligência para o enfrentamento das organizações criminosas que atuam a partir do sistema prisional. Os estabelecimentos integram o conjunto das 138 unidades contempladas nacionalmente pelo Padrão Segurança Máxima.
As equipes também empregaram georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas. A tecnologia permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança das unidades prisionais.
As operações tiveram direcionamento estratégico voltado ao enfrentamento de organizações criminosas com atuação baseada no uso de comunicações ilícitas realizadas a partir do ambiente prisional. As unidades selecionadas concentram pessoas privadas de liberdade vinculadas a essa dinâmica criminal, identificada por meio do trabalho integrado da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN e da equipe de inteligência da Polícia Penal do Rio de Janeiro.
“O enfrentamento ao crime organizado exige atuação coordenada. O Padrão Segurança Máxima foi criado para fortalecer as polícias penais estaduais com tecnologia, inteligência e boas práticas operacionais já consolidadas no Sistema Penitenciário Federal. O que estamos vendo no Rio de Janeiro é a expansão desse modelo para unidades estratégicas, ampliando a capacidade de controle prisional e contribuindo diretamente para a segurança da sociedade”, destacou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Para a secretária de Estado da Polícia Penal do Rio de Janeiro, Alessandra Odawara, a parceria com a SENAPPEN fortalece a capacidade operacional do sistema prisional fluminense. “A chegada de novas tecnologias, especialmente na área de inteligência, aliada às ações integradas desenvolvidas em conjunto com a SENAPPEN, contribui para aprimorar os mecanismos de controle, reforçar a segurança das unidades prisionais e qualificar ainda mais o trabalho desenvolvido pelos nossos policiais penais”, afirmou.
Desde o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em maio de 2026, as ações realizadas no âmbito do Padrão Segurança Máxima já mobilizaram 5.297 policiais penais, alcançaram 133 estabelecimentos prisionais, resultaram na revista de 4.256 celas e na apreensão de 1.427 aparelhos celulares ilícitos. Os números refletem a atuação integrada entre União e estados, com o emprego de inteligência, tecnologia e ações operacionais voltadas ao fortalecimento do controle prisional e ao enfrentamento das organizações criminosas que atuam a partir do sistema prisional.
Investimentos em tecnologia fortalecem a segurança prisional
Como parte dos investimentos do Padrão Segurança Máxima, o estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta semana, 13 equipamentos de raio-X destinados a unidades prisionais estratégicas. As seis unidades que participaram das operações Mute e Modo Avião integram esse conjunto de estabelecimentos contemplados. Além delas, outras sete unidades prisionais do estado receberam os equipamentos, ampliando o alcance das ações do programa.
O cronograma do Padrão Segurança Máxima prevê novas entregas ao sistema prisional fluminense ao longo do segundo semestre de 2026. O estado ainda receberá sistemas táticos para varredura ambiental, georradar, drones, aparelho de raio-X portátil, equipamentos de inspeção por câmera para verificação de espaços ocultos, scanners corporais (body scans), novos equipamentos de raio-X e soluções de áudio e vídeo para parlatórios, ampliando a capacidade de fiscalização, monitoramento e controle das unidades prisionais estratégicas.
O planejamento contempla ainda a entrega de 39 viaturas-cela. Os investimentos integram a primeira etapa de modernização tecnológica do programa, que prevê aproximadamente R$ 324 milhões para fortalecer a segurança prisional, ampliar a capacidade operacional das unidades contempladas e reforçar o enfrentamento ao crime organizado.
Até o momento, mais de R$ 184,9 milhões já foram investidos na aquisição de equipamentos, tecnologias e viaturas para as unidades prisionais contempladas pelo programa.
Sobre o Padrão Segurança Máxima
O Padrão Segurança Máxima (PSM) integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e está estruturado em três eixos: inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores.
As 138 unidades contempladas foram selecionadas com base em dados de inteligência e estão distribuídas em todas as regiões do país: 23 na Região Norte, 45 no Nordeste, 15 no Centro-Oeste, 38 no Sudeste e 17 no Sul.
A iniciativa busca difundir, de forma cooperativa, protocolos, procedimentos e referências operacionais consolidadas no Sistema Penitenciário Federal, administrado pela Polícia Penal Federal.
O objetivo não é transformar unidades estaduais em estabelecimentos federais, mas fortalecer as capacidades locais por meio da integração entre inteligência, tecnologia, capacitação e atuação operacional, respeitando a autonomia dos estados e fortalecendo a cooperação federativa no enfrentamento ao crime organizado.
Divisão de Comunicação da SENAPPEN
Fotos: Tom Costa Ascom/MJSP
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