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FICCO
FICCO apreende 500 kg de maconha em Goiás e desarticula rede de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 328 milhões em Pernambuco
Brasília/DF, 04/09/2025 - A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) integrou quatro operações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), realizadas nos estados de Goiás, Pernambuco e Sergipe. O objetivo das ações é desarticular organizações criminosas e combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e o comércio ilegal de armas de fogo.
Goiás
Em Goiás, uma operação realizada em conjunto com o Batalhão de Polícia Militar de Choque e a Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 500 kg de maconha e diversos produtos oriundos de descaminho. As equipes iniciaram a ação após o compartilhamento de informações sobre veículos suspeitos que estariam transportando drogas para Goiânia.
Durante a abordagem, foram localizados dois automóveis: um deles carregado com uma grande quantidade de entorpecentes e o outro com mercadorias de origem ilícita. Dois indivíduos foram presos e dois veículos apreendidos na ação, totalizando um valor estimado em R$ 1,5 milhão.
Em outra ação conjunta, a FICCO/GO prendeu um homem em Goiânia encontrado em uma propriedade rural usada como fachada para um criatório de animais, mas que servia como depósito de drogas. Com apoio de cães farejadores, foram apreendidos 19 kg de maconha, 6,5 kg de skunk, 3 kg de pasta base de cocaína e um veículo utilizado no transporte dos entorpecentes. O suspeito já tinha antecedentes por roubo e tráfico de drogas.
Pernambuco
A Operação Sintonia Fina teve como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. A ação cumpriu 21 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores em diversos municípios. As apurações apontam que nos últimos anos o grupo movimentou mais de R$ 328 milhões, ocultando a origem ilícita dos recursos por meio do uso de empresas de fachada e de contas bancárias em nome de terceiros
As investigações, iniciadas no ano de 2024, revelaram que o grupo investigado mantinha intensa atividade criminosa, a investigação também possibilitou a identificação da estrutura de comando e das conexões da organização criminosa com diversas práticas ilícitas, inclusive, após a prisão do seu principal líder, atualmente custodiado em um presídio federal.
A Operação Sintonia Fina é resultado da análise de elementos compartilhados a partir das Operações Manguezais (2022) e La Catedral (2024), igualmente deflagradas pela FICCO/PE, que já haviam identificado irregularidades no sistema prisional do Estado.
Sergipe
Em Sergipe, a FICCO/SE apreendeu cerca de 3 kg de drogas durante uma ação policial na rodovia SE-361, em Lagarto. A operação foi motivada por informações sobre um carregamento vindo da Bahia, transportado por dois indivíduos, um deles com histórico criminal. Com apoio do Batalhão de Polícia de Caatinga e do Grupamento Especial de Patrulhamento com Apoio de Motos (GETAM) do 7º Batalhão de Polícia Militar, foram montados bloqueios nas rodovias. O veículo suspeito foi localizado e abordado, resultando na apreensão de cocaína e maconha, e na prisão em flagrante dos ocupantes, que foram encaminhados à Polícia Federal em Aracaju.
Força Integrada
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma iniciativa de integração entre diferentes órgãos de segurança pública e instituições de justiça, com o objetivo de combater de forma articulada e eficiente as organizações criminosas que atuam no Brasil. A Diretoria de Inteligência Penal (DIPEN) da SENAPPEN tem contribuído com a FICCO por meio da atuação de policiais penais federais, que trazem conhecimento especializado no monitoramento e combate ao crime organizado dentro e fora dos presídios.
Atualmente, a SENAPPEN integra a FICCO em 17 unidades federativas, sendo elas: Minas Gerais, Ceará, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Sergipe, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal. Essa cooperação reforça a importância da integração entre segurança pública e inteligência penitenciária na luta contra o crime organizado.
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