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COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Escola de Saúde Pública inicia atividades em Maputo durante agenda de cooperação entre Brasil e Moçambique
Foto: Rafael Nascimento/MS
Representantes dos governos de Brasil e Moçambique participaram, na segunda-feira (13), da abertura da primeira Escola de Saúde Pública do país, em Maputo. A iniciativa amplia a formação de profissionais, a produção de conhecimento e a capacidade de resposta dos sistemas públicos de saúde diante dos desafios contemporâneos.
A agenda integrou atividades de cooperação entre os dois países, no contexto das comemorações dos 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Moçambique.
A nova Escola, totalmente digitalizada, fortalece formação de recursos humanos em saúde, nos países africanos de língua portuguesa, com foco em ensino, pesquisa, inovação e qualificação da gestão.
Durante a cerimônia, o ministro do Brasil, destacou que os sistemas de saúde enfrentam desafios globais que exigem respostas cada vez mais integradas e baseadas em evidências. Entre eles estão os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde, o envelhecimento da população e a necessidade de ampliar o acesso a medicamentos, vacinas, diagnósticos e novas tecnologias. “A cooperação entre Brasil e Moçambique demonstra que o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde passa pela formação de profissionais qualificados e pela troca de conhecimentos entre países que compartilham desafios e soluções”, destacou Padilha.
Nesse contexto, a formação de profissionais torna-se estratégica para preparar médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, gestores, pesquisadores e demais trabalhadores da saúde para responder às transformações demográficas, ambientais e tecnológicas, reduzindo desigualdades e fortalecendo os sistemas públicos.
O Brasil também colocou que tem atuado para fortalecer esses temas na agenda internacional da saúde. Entre as iniciativas estão o Plano de Ação em Saúde de Belém, voltado à adaptação e à resiliência dos sistemas de saúde frente às mudanças climáticas; a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, lançada durante a presidência brasileira do G20, que busca ampliar a capacidade de pesquisa, desenvolvimento, produção e acesso a tecnologias em saúde nos países em desenvolvimento; e a Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, no âmbito dos BRICS, voltada ao enfrentamento das desigualdades que impactam as condições de saúde das populações.
Ao celebrar o lançamento da primeira Escola de Saúde Pública de Moçambique, o ministro da Saúde do país, Ussene Isse, classificou a iniciativa como "um dia histórico " e a realização de "um sonho de 18 anos ". Destacou que a escola é totalmente digitalizada, utiliza tecnologia de ponta e representa um marco para a formação de profissionais de saúde no país.
Isse agradeceu ao Brasil, ao ministro Alexandre Padilha e à Fiocruz pelo apoio à criação da escola, ressaltando que a parceria contribui para o fortalecimento do capital humano e do sistema de saúde moçambicano.
O ministro afirmou ainda que a nova instituição fortalecerá a resposta aos desafios da saúde pública, impulsionará a inovação e a transformação digital e contribuirá para um sistema de saúde "mais robusto, mais equitativo e mais justo". Segundo ele, a escola também consolida Moçambique como referência na formação em saúde pública para os países africanos de língua portuguesa.
A cooperação entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique constitui um dos pilares da Escola de Saúde Pública. Ao falar sobre a nova escola, o presidente da Fiocruz destacou a utilização de tecnologias digitais e a cooperação entre as instituições para apoiar a formação em saúde pública.
Moreira destacou ainda que a parceria entre os dois países vai além da cooperação técnica. " Essa cooperação com Moçambique, para além de uma cooperação técnica, é uma cooperação para o desenvolvimento mútuo de ambos os países. Nós acreditamos firmemente que esse tipo de cooperação é estruturante para o desenvolvimento dos países, numa perspectiva de justiça social, que permita às pessoas terem acesso à melhor saúde possível ", afirmou.
Regina Xeyla
Ministério da Saúde
