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Tremores de terra são registrados na costa do Rio de Janeiro
Dois tremores de terra de magnitudes 3.3 e 3.1 foram registrados na costa do Rio de Janeiro, a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá. O primeiro evento ocorreu às 5h31 (horário de Brasília) de quinta-feira, dia 21 de maio, e o segundo sismo às 6h50 (horário de Brasília) desta sexta-feira, dia 22 de maio. Não há relatos de que os sismos tenham sido sentidos pela população. Na sequência, mais três réplicas de magnitudes entre 1.6 e 2.0 foram registradas na mesma região. Réplicas são terremotos de menor magnitude que ocorrem após um evento principal, na mesma região, resultantes do reajuste das tensões na crosta terrestre provocadas pelo sismo inicial.
Os abalos sísmicos foram registrados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da USP. O Observatório Nacional (ON/MCTI), que coordena a RSBR, vem conduzindo atividades para reativação da transmissão em suas estações sismográficas localizadas no sudeste do Brasil, o que possibilitou a localização rápida dos eventos.
Segundo o sismólogo do Observatório Nacional, Dr. Gilberto Leite, esse tipo de evento é relativamente comum no Brasil e, em princípio, não representa risco significativo para a população.
“O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos”, explica. “A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente”.
Gilberto ressaltou ainda que não é possível prever o comportamento da atividade sísmica na região. Em outras palavras, não há como saber se ocorrerá um novo tremor, quando ele poderá acontecer ou qual será sua magnitude.
“O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes, como estes registrados recentemente. Além disso, seguimos monitorando continuamente a área por meio das estações sismográficas que a RSBR mantém distribuídas pelo Brasil.”
Sobre a RSBR
Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional através de suas quase 100 estações sismográficas espalhadas pelo país, fornecendo dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra. As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON). Saiba mais.
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