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Seminário no Observatório Nacional apresenta o Plano Diretor da Unidade e projeta os próximos 10 anos
O Observatório Nacional (ON/MCTI) realizou nesta terça-feira, 3 de março, a apresentação oral do Plano Diretor da Unidade (PDU) 2026–2035 para servidores e colaboradores da instituição. O seminário ocorreu na sede do ON, no Rio de Janeiro, e teve transmissão ao vivo para o Observatório Magnético de Vassouras (RJ) e para o Observatório Magnético de Tatuoca (PA), ambos unidades do ON.
Embora a apresentação presencial tenha sido nesta terça-feira, o PDU já tinha sido publicado oficialmente em 16 de janeiro; o documento orientará o desenvolvimento institucional da próxima década, em um momento simbólico para o ON, que se aproxima dos seus 200 anos, a serem completados em 2027.
Na abertura da apresentação, o diretor do ON, Dr. Jailson Alcaniz, falou da importância do PDU. “É um documento institucional extremamente importante porque, na verdade, ele nos guia na direção aonde a gente quer chegar. Ele nos dá as diretrizes, as metas, os objetivos, enfim, as ações. E (nos mostra) como essas ações vão ser realizadas, como elas vão ser acompanhadas e dirigidas aqui dentro da instituição.”

- O diretor do ON, Dr. Jailson Alcaniz, apresenta o PDU para os próximos dez anos. Foto: Victor Cavalvante/ON.
Diante de novos e antigos servidores e colaboradores do ON, o Dr. Jailson destacou o caráter participativo na elaboração do plano: “Para a construção deste plano diretor, nós ouvimos todos os setores da instituição, e não somente aqueles que já conhecem a instituição, mas aqueles que acabaram de chegar.”
Ao tratar das mudanças em relação ao plano anterior, o diretor enfatizou a descentralização e a ampliação da participação: “Este plano diretor foi feito ouvindo todos os setores, e ele descentraliza várias decisões que eram tomadas, baseadas no plano diretor anterior, de tal maneira que tem uma participação mais ativa, com várias comissões, de representantes de vários e todos os setores, para que a gente tenha uma gestão mais participativa na unidade de pesquisa.”
O diretor exaltou também o apoio metodológico da empresa Open para a produção do PDU:
“A gente viu que foi uma contratação muito bem-sucedida, porque seria impossível para nós construirmos esse plano diretor sem a ajuda profissional da Open, que foi um parceiro durante seis, sete meses de reuniões, todas as semanas.”
Na sequência, o representante da Open, o consultor Robson Crestani, contextualizou a construção do plano diante das transformações recentes na ciência e na sociedade: “O mundo mudou, a maneira como se faz ciência, a maneira como se desenvolve tecnologias, a maneira como se faz inovação, a maneira como se faz gestão de uma instituição mudou”. Para o consultor, especializado em gestão e governança em Ciência, Tecnologia e Inovação, o PDU consolida a estratégia “ON +10”, voltada aos próximos dez anos, reforçando o compromisso institucional com a geração de conhecimento relevante e alinhado às necessidades da sociedade.
“Enquanto estratégia, o PDU tangibiliza um compromisso público com o conhecimento que a instituição produz”, afirmou o consultor. Em seguida, servidores e colaboradores do ON tiraram dúvidas sobre o PDU.
