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Seminário na Geofísica aborda o papel da sismologia ambiental no monitoramento da Zona Crítica
Na quarta-feira da próxima semana, 21 de outubro de 2026, o Programa de Pós-Graduação em Geofísica do Observatório Nacional (ON/MCTI) realizará mais uma apresentação do seu ciclo de seminários internos de interesse da comunidade geofísica.
A palestra começará às 15h no Auditório Yeda Ferraz, no ON, com coffee break das 14h30 às 15h. A apresentação da professora da UnB, Dra. Susanne Tainá Ramalho Maciel, terá como tema “O papel emergente da sismologia ambiental para o monitoramento da Zona Crítica”.
Palestrante: Dra. Susanne Tainá Ramalho Maciel (Professora da Universidade de Brasília - UnB).
Data e hora: 21 de outubro de 2026, das 15h às 16h (Coffee break das 14h30 às 15h).
Local: Auditório Yeda Ferraz, no ON.
Título: O papel emergente da sismologia ambiental para o monitoramento da Zona Crítica.
Resumo: A Zona Crítica, região próxima à superfície onde interagem rocha, solo, água, atmosfera e biosfera, constitui um sistema dinâmico cujo monitoramento requer abordagens capazes de integrar diferentes escalas espaciais e temporais. Nesse contexto, a sismologia ambiental vem emergindo como uma ferramenta promissora para investigar processos hidrológicos e suas interações com as propriedades físicas do subsolo. Esta palestra aborda o potencial e os desafios do uso de registros sísmicos passivos, em particular das funções de correlação do ruído sísmico ambiente e das ondas de coda, para monitorar variações temporais na Zona Crítica. Pequenas mudanças nas velocidades sísmicas podem estar associadas à precipitação, variações do nível freático, umidade do solo e pressão de poros, permitindo acompanhar continuamente a dinâmica do subsolo. Avanços na instrumentação, incluindo redes sísmicas densas, sensores de baixo custo e sensoriamento acústico distribuído (DAS), ampliam as possibilidades de monitoramento em alta resolução. Os desafios relacionados à resolução espacial, à estabilidade das fontes de ruído e à separação dos efeitos de diferentes forçantes ambientais constituem um novo e rico campo de pesquisa. Nesta palestra, pretendo abordar os diferentes métodos que têm sido utilizados para a integração entre observações sísmicas, dados hidrológicos e modelos físicos, fundamental para transformar variações sísmicas em informações quantitativas sobre os processos que controlam a dinâmica da Zona Crítica.
AVISO
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