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Observatório Nacional inicia campanha para investigar hidrogênio geológico no Sudeste do Brasil
Uma equipe de geofísica do Observatório Nacional (ON/MCTI) iniciou a nona campanha de aquisição de dados magnetotelúricos (MT) no âmbito do projeto Multifísica desenvolvido pelo ON e apoiado pela Petronas, que realiza investigações geofísicas no Sudeste do Brasil.

O objetivo dessa campanha, em particular, é entender estruturas profundas associadas à fonte e migração de hidrogênio geológico no sudeste do país. A imagem abaixo mostra a localização das estações planejadas para coleta de dados.

- Localização das estações planejadas para coleta de dados
O Projeto PETRONAS Multifísica, coordenado pelo pesquisador do ON, Dr. Sergio Fontes, propõe uma abordagem inovadora baseada na integração de múltiplos conjuntos de dados geofísicos adquiridos no Sudeste do Brasil, tanto em terra como no mar, abrangendo a região que inclui a Bacia de Campos.
O método magnetotelúrico (MT) é uma técnica geofísica eletromagnética poderosa para investigar a estrutura da Terra em variadas profundidades.
A partir da medição de variações naturais dos campos elétrico e magnético, o método fornece informações sobre a distribuição de resistividade elétrica das rochas na subsuperfície, permitindo inferir propriedades físicas e estruturas geológicas profundas.
Nesta campanha, com duração prevista de 30 dias, a equipe fará aquisição de dados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Integram a equipe: Dr. Artur Benevides (pesquisador), Gabriel da Gama Lima (mestrando); MSc. Ítalo Maurício (tecnologista), Marcos Furtado (Motorista do ON); Dr. Adevilson Alves (Pós-doc), MSc. Lucca Franco (Doutorando); Olair Vicente (Técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE) e Marcos Ramos (colaborador do ON).

Sobre o Projeto Petronas-Multifísica
O projeto Petronas-Multifísica propõe a integração de múltiplos conjuntos de dados geofísicos do Sudeste do Brasil, com o objetivo de compreender os processos geotectônicos profundos conectando as estruturas geológicas conhecidas como cinturões orogênicos onshore e a margem estendida offshore, que resultou na formação da bacia petrolífera de Campos.
Ambos os dados onshore e offshore serão analisados em conjunto para desvendar a dinâmica profunda da Terra.
Imagens tridimensionais de resistividade, fluxo de calor, densidade, suscetibilidade magnética e refletores sísmicos serão usados para criar imagens das estruturas litosféricas e crustais, limites crustais e litosféricos e inferir estruturas desde as profundidades da bacia até a litosfera profunda.