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Observatório Nacional felicita o CNPq pelos 75 anos de fomento à ciência brasileira
O Observatório Nacional (ON/MCTI), que integrou por mais de duas décadas a estrutura do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), felicita a instituição pelos seus 75 anos, recém-completados. A principal agência de fomento à ciência brasileira foi criada em 1951 e respondeu pelo ON de 1976 até 1999.
A trajetória compartilhada com o CNPq permanece como um marco na história do ON e um exemplo da importância da articulação institucional para o avanço da ciência brasileira. O diretor do ON, o Dr. Jailson Souza de Alcaniz, entrou para a instituição em 2004 como pesquisador e conta que o CNPq foi fundamental para sua própria formação acadêmica.
“O CNPq esteve presente em todas as etapas da minha trajetória acadêmica, desde a iniciação científica até o pós-doutorado. Essa experiência reflete o que ocorre com milhares de pesquisadores brasileiros, para quem o apoio contínuo do CNPq é decisivo para viabilizar carreiras científicas e, consequentemente, para fortalecer a produção de conhecimento e o desenvolvimento do país.”
A Dra. Clarissa Siqueira, pesquisadora adjunta do ON, está na instituição desde 2025 e também vê o CNPq como parte essencial de sua vida acadêmica:
“O CNPq faz parte de toda a minha trajetória acadêmica e, sem esse apoio, dificilmente eu teria chegado até aqui. Iniciei minha formação como bolsista de Iniciação Científica, posteriormente realizei o doutorado com bolsa do CNPq, seguido de um pós-doutorado com bolsa de Pós-Doutorado Júnior (PDJ). Atualmente, sou bolsista de Produtividade em Pesquisa e coordeno um projeto Universal, ambos também financiados pelo CNPq. Esse percurso evidencia o papel fundamental do CNPq no fortalecimento da pesquisa acadêmica no Brasil. O apoio da instituição é decisivo para a formação de pesquisadores, para a continuidade de suas carreiras científicas e para a viabilização de inúmeros projetos de pesquisa no país. Minha trajetória é apenas um exemplo concreto do impacto que esse financiamento pode ter no desenvolvimento científico nacional”.
Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPq chega a 2026 com cerca de 100 mil bolsistas ativos e R$ 7,9 bilhões investidos entre 2023 e 2025, um dos maiores ciclos recentes de financiamento à pesquisa no país.
Ao longo de sua história, o CNPq consolidou o papel do conhecimento como instrumento de desenvolvimento nacional, atuando na formação de recursos humanos e no financiamento de projetos em todas as áreas. Sua atuação articula-se com universidades e unidades de pesquisa em todo o território nacional, garantindo capilaridade às políticas públicas e sustentando programas que vão da iniciação científica à pesquisa de ponta.
Durante uma cerimônia realizada em Brasília (DF) na segunda-feira, 23 de março, a ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou o significado do CNPq.
“Celebrar o CNPq é, na verdade, celebrar um caminho. A escolha de um Brasil que decidiu apoiar a sua inteligência, transformar talento e esforço individual em política pública e fazer do conhecimento um pilar do desenvolvimento”, afirmou.

Um vínculo que marcou a ciência brasileira
A relação entre o ON e o CNPq teve início em 1976, quando o ON foi incorporado à estrutura da agência de fomento, em um movimento estratégico para fortalecer a pesquisa científica no país. A transferência foi oficializada pelo Decreto nº 77.877, de 22 de junho daquele ano, passando o ON do Ministério da Educação e Cultura (MEC) para o CNPq.
A partir dessa integração, o ON consolidou-se como uma unidade de pesquisa de ponta, ampliando sua atuação científica e reforçando sua missão institucional. O período foi marcado pelo fortalecimento das pesquisas em Astronomia e Geofísica, além do avanço em metrologia de tempo e frequência, área responsável pela geração e disseminação da Hora Legal Brasileira.
Inserido na estrutura do CNPq, o ON ampliou sua participação em redes de pesquisa, intensificou o intercâmbio com universidades e avançou na modernização de sua infraestrutura científica. Esse contexto contribuiu para posicionar a instituição como um polo estratégico dentro do sistema nacional de ciência e tecnologia.
Em 1999, o ON passou à subordinação direta do Ministério da Ciência e Tecnologia (atual MCTI), mantendo-se como uma instituição central na produção de conhecimento e no desenvolvimento científico do país. A trajetória compartilhada com o CNPq permanece como um marco na história do ON e um exemplo da importância da articulação institucional para o avanço da ciência brasileira.