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Ciência no Rádio explica o estudo do Observatório Nacional sobre os neutrinos, que renderam o Nobel de Física 2026 ao belga Francis Halzen
Você já imaginou que pesquisadores do Observatório Nacional (ON/MCTI), em pleno no calor do Rio de Janeiro, estudam exatamente o mesmo fenômeno investigado por uma estação científica encravada no gelo da Antártida?
Essa conexão de extremos é o ponto de partida da próxima edição do programa Ciência no Rádio que vai ao ar na próxima quarta-feira, 4 de novembro, na Rádio MEC. O episódio é dedicado a um dos marcos mais importantes da ciência neste ano: o Prêmio Nobel de Física de 2026.
A honraria premiou o físico belga Francis Halzen pelo desenvolvimento do observatório IceCube, um detector gigante instalado a mais de 1,5 km de profundidade no Polo Sul para capturar neutrinos, partículas elementares indivisíveis apelidadas de "partículas fantasma" por atravessarem a matéria quase sem deixar rastros.
Para explicar o assunto, o programa recebe como convidado o físico Dr. Gabriel Rodrigues, que acaba de defender sua tese de doutorado no ON investigando a massa dessas partículas e seu papel na cosmologia.
Enquanto o experimento premiado pelo Nobel monitora flashes de luz no gelo antártico, cientistas brasileiros no ON, em São Cristóvão, analisam o impacto dos neutrinos na própria evolução do Universo.
Apesar de cada neutrino possuir uma massa individual microscópica, a quantidade total dessas partículas espalhadas pelo espaço desde o Big Bang é gigantesca, atuando como uma espécie de "freio" na forma como as galáxias se distribuem e se agrupam no Cosmos.
Durante a entrevista, o Dr. Gabriel aborda a relevância desse que é o quinto Prêmio Nobel de Física relacionado ao tema, explica o dilema científico internacional sobre a massa dessas partículas e destaca como os estudos desenvolvidos pelo grupo de Cosmologia e Astropartículas do ON têm contribuído para responder às grandes dúvidas da física fundamental.
O entrevistado explica, ainda, o impacto prático dessas investigações: para estudar os neutrinos e analisar volumes massivos de dados cosmológicos, os cientistas desenvolvem novas tecnologias em computação e sensores de alta precisão que, posteriormente, encontram aplicações em áreas essenciais como a medicina diagnóstica e a indústria.
Clique aqui para ouvir o programa, que começa às 7h10 desta quarta-feira, 4 de novembro.
Ciência no Rádio ultrapassa a marca de 500 edições
O Ciência no Rádio é uma parceria de sucesso entre o ON e a Rádio MEC. Atingiu, no dia 28 de outubro de 2026, a marca histórica de 500 edições no ar. Criado em 2015, tem como objetivo democratizar o saber científico de forma clara, acessível e inclusiva, além de servir como uma importante ferramenta de inclusão social e combate à desinformação. Esta matéria especial explica como surgiu o Ciência no Rádio.
A atração é transmitida todas as quartas-feiras dentro do programa Rádio Sociedade (Rádio MEC AM 800 kHz e FM 98,9 MHz). Os episódios estão disponíveis para ser ouvidos a qualquer momento no Spotify oficial do Ciência no Rádio ou no site do ON .