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Projeto do SFB desenvolve máquina de baixo custo para facilitar a quebra do baru
Fotos: LPF/SFB
Equipe do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), do Serviço Florestal Brasileiro, acompanhou, no dia 11/02, no Instituto de Tecnologias Apropriadas para a Sustentabilidade (Instituto Invento), a terceira oficina dedicada à confecção de um protótipo para facilitar o processamento de fruto do Cerrado. O encontro faz parte de uma das ações do "Projeto Bioeconomia e Tecnologia para a Conservação do Cerrado e Valorização de suas Comunidades (BIOTEC) e reuniu agricultores do Assentamento Oziel Alves III, de Planaltina (DF).
A oficina teve como objetivo dar continuidade à confecção de um equipamento elétrico que auxilie na quebra do fruto do baru para a extração da amêndoa. Com madeira, chapas de alumínio, facão e outros materiais de baixo custo, está sendo pensada uma ferramenta que melhore e acelere essa atividade. Tradicionalmente, a quebra do baru é feita com o uso de martelo, foice, morsa, prensa ou equipamentos mecânicos e elétricos adaptados.
Segundo a coordenadora do projeto, Fátima Brito, para as comunidades nem sempre é possível a compra de equipamento de alto valor e a quebra de forma tradicional é desgastante. "O desenvolvimento de uma solução prática e acessível financeiramente para os assentados tem como meta melhorar a vida dos coletores, resultando no processamento do fruto de forma mais rápida, segura e eficiente," destacou.
A comercialização do baru tem sido complemento de renda de agricultores familiares. A colheita é feita após a queda natural dos frutos, preservando as árvores nativas do Cerrado. Isso mantem a vegetação em pé e fortalece a economia local, especialmente dos assentados e cooperativas agroextrativistas da Região Integrada do Distrito Federal e Entorno (RIDE).
Para a moradora do assentamento Oziel Alves III e participante da oficina, Mirele Ferreira, a confecção da máquina será um ajuda importante para a comunidade. "Essa máquina será um grande benefício para nós, tanto para os agricultores quanto para os coletores de sementes do Cerrado. A gente coleta e beneficia sementes do baru para a culinária. Vendemos as amêndoas e o farelo do baru", afirmou.
O Instituto Invento realizará ao total 24 oficinas de cocriação até dezembro de 2027. Após a confecção das ferramentas e adequações sociotécnicas, elas poderão ser adquiridas e disponibilizadas para os extrativistas das comunidades.
BIOTEC
O Projeto Bioeconomia e Tecnologia para a Conservação do Cerrado e Valorização de suas Comunidades (BIOTEC) é o resultado de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Serviço Florestal Brasileiro e a Universidade de Brasília. O objetivo principal é desenvolver ações para qualificar os processos de manejo, produção, processamento e comercialização dos produtos potenciais da sociobiodiversidade para a promoção da bioeconomia no Cerrado da Região Integrada do Distrito Federal e Entorno (RIDE).
Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511