Notícias
SFB elaborou plano que garante investimento de US$ 247 mi em recuperação florestal na Amazônia
O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) encabeçou a construção do Plano de Investimento do Programa Natureza, Povos e Clima (NPC) dos Fundos de Investimento Climático (Climate Investment Funds – CIF), aprovado no fim de fevereiro. Esse plano garante investimentos que somam US$ 247 milhões a serem direcionados à recuperação florestal na região Amazônica, mais especificamente à restauração da Bacia do Tocantins-Araguaia.
O dinheiro estará disponível por meio de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos de recuperação apresentados pelo setor privado. O próximo passo é detalhar o projeto de financiamento e quem irá acompanhar a execução dos recursos é a Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). É importante destacar que a iniciativa se alinha ao Código Florestal Brasileiro e ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê a recuperação de 12 milhões de hectares de áreas degradadas até 2030.
SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO
Para garantir o aporte financeiro, o SFB coordenou um trabalho conjunto entre as equipes da Diretoria de Regularização Ambiental (DRA) e representantes de fundos de investimento climático, governos, bancos multilaterais de desenvolvimento, sociedade civil e setor privado.
Foram feitas entrevistas com 30 representantes de instituições governamentais, organizações da sociedade civil, empresas, instituições financeiras e bancos multilaterais de desenvolvimento. Também foi realizado, entre outras atividades, um seminário técnico com a participação de 40 representantes de comunidades locais, universidades, governos, instituições financeiras, organizações socioambientais e empresas. Os recursos, quando aplicados, poderão acelerar a regularização ambiental em territórios prioritários para a gestão florestal brasileira.
Para o diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, a conquista desse investimento é resultado do empenho do Serviço Florestal para a recuperação florestal. “Soubemos da possibilidade de captar esses valores e decidimos dedicar nossos esforços aos estudos necessários para a elaboração de um plano consistente, que contemplasse, de maneira eficaz, uma região carente de uma recuperação mais urgente. Temos as áreas mapeadas e precisamos direcionar os investimentos de maneira sábia para acelerar a meta do Governo Federal”, destacou Batmanian. A Bacia do Tocantins-Araguaia foi escolhida por critérios ecológicos, climáticos e sociais, observando o déficit de recursos hídricos e o combate ao desmatamento ilegal.
PARCERIA
O objetivo do Plano é recuperar a vegetação nativa em áreas degradadas, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa, além de gerar oportunidades econômicas para as comunidades da região (poderão ser gerados até 21 mil empregos diretos e indiretos com a recuperação de 54 mil hectares de florestas). A ideia é transformar o “Arco do Desmatamento” no “Arco da Restauração”. Juntos, Governo Federal e BNDES trabalham para criar esse arco florestal na Amazônia, em uma área de 6 milhões de hectares até 2030 e mais 18 milhões de hectares até 2050. O Plano de Investimento do Programa Natureza, Povos e Clima (NPC), aprovado para recuperar 54 mil hectares, gera uma expectativa de redução de até 7,75 milhões de toneladas de CO₂.
Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511