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Panorama da análise dinamizada do CAR é apresentado na Federação da Agricultura do Paraná
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
Dirigentes do Serviço Florestal Brasileiro e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) receberam, na manhã desta quinta-feira (03/10) representantes das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Acre, Ceará e Amazonas para uma reunião de nivelamento de informações sobre a análise dinamizada do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O evento teve o apoio da Agência de Cooperação Alemã (GIZ).
O encontro aconteceu no auditório da FAEP e contou com a participação do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, do presidente da Federação, Ágide Meneguette, do superintendente do Ibama no Paraná, Luiz Antonio Lucchesi, do diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Everton Luiz da Costa, da diretora de Cadastro e Fomento Florestal do Serviço Florestal, Jaine Cubas, da gerente de Cadastro de Florestas, Rejane Marques, e outros técnicos do órgão.
O objetivo da reunião foi aproveitar a presença dos representantes estaduais no Congresso Mundial da Iufro 2019 e repassar informações atualizadas sobre a análise dinamizada do CAR. Dentre os pontos colocados na reunião sobre o sistema, destacam-se: o que já foi construído no sistema até o momento, cronograma de execução, panorama do desenvolvimento e homologação do sistema.
Celeridade e Economia de Recursos
Segundo a diretora Jaíne Cubas, que apresentou todo o panorama de implantação da análise dinamizada do CAR, é necessária a participação efetiva dos estados, uma vez que a implantação na ponta é de responsabilidade deles.
“A competência de analisar os cadastros ambientais é dos estados, no entanto, o Serviço Florestal quer dar celeridade ao processo de análise dos cadastros dando uma resposta rápida ao produtor rural sobre o CAR para que ele tenha acesso às demais políticas públicas, tudo isso visando economia de recursos na implantação da análise dinamizada”, afirmou Jaíne.
O presidente da Faep destacou o fato de que 92% do estado do Paraná é composto por propriedades com até 4 módulos rurais, ou seja, por pequenas propriedades rurais. Dessa forma, “é importante trabalhar e sensibilizar o produtor para a regularização do passivo ambiental, aliando a produtividade ao que está estabelecido no Código Florestal Brasileiro”, defendeu.
Everton Luiz da Costa, colocou que, o setor produtivo, em conjunto com o governo do estado, vem estabelecendo algumas regulamentações sobre os procedimentos relacionados à produção agropecuária com extensão ao setor florestal.
“Toda a preocupação que temos com o CAR e com o Programa de Regularização Ambiental (PRA) é em função das 450 mil propriedades rurais do estado do Paraná e está na nossa agenda desenvolver toda essa política de cadastramento, das recuperações e das compensações e queremos fazer isso em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro, com o Ibama e com o ICMBio”, disse.
Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, a implantação da análise dinamizada do CAR, rápida e com insumos mais qualificados e seguros, se dará nos estados que quiserem aderir ao programa. Do outro lado, os produtores que estiverem aptos a entrarem no PRA, receberão a orientação da Embrapa quanto a vegetação ou plantio que poderão fazer para compensarem o seu passivo ambiental.
“É preciso discutir com todos os segmentos, os setores, os estados, as federações, as cooperativas e ver a realidade do Brasil, para que esse sistema possa levar à conclusão do CAR. O Paraná está trabalhando harmonizado com a agricultura e o meio ambiente e é isso que o Brasil precisa, e o Serviço Florestal Brasileiro está com a incumbência de buscar as ferramentas para harmonizar meio ambiente e a produção”, afirmou.
Finalizando a reunião, a gerente do Cadastro Ambiental Rural, Rejane Mendes, explicou as formas como o Serviço Florestal Brasileiro está disponível para apoiar a implementação do PRA nos estados e no Distrito Federal, sendo a principal por meio do desenvolvimento e manutenção do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). “É um sistema robusto, que começa com o módulo de inscrição no CAR, passa pela análise, e conta com diversos módulos para gerenciamento das informações, além de um módulo específico que permite ao produtor rural escolher a forma como fará a proposta de regularização ambiental”, explicou Rejane.
Entre os pilares de implantação da análise dinamizada do CAR estão a comunicação clara e direta com o proprietário/possuidor rural e a articulação com as instituições envolvidas de forma a disponibilizar para o produtor rural meios para fazer a regularização ambiental de seu imóvel, permitindo que ele aceite as retificações sugeridas pelo sistema ou que ele mesmo faça as devidas retificações.

