Notícias
Evento da Iufro debate o Código Florestal Brasileiro
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
O Serviço Florestal Brasileiro conduziu, hoje (30/09), com apoio da Agência de Cooperação Alemã GIZ, um evento paralelo no Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Iufro, na sigla em inglês), que vem sendo realizado desde ontem (29/09) e segue até o dia 5, em Curitiba (PR). O evento, aberto pelo diretor-geral do Serviço Florestal, Valdir Colatto, constituiu-se em um diálogo sobre o Código Florestal Brasileiro.
Colatto descreveu aos presentes como seria conduzido o diálogo, destacando que a implantação do Código Florestal está caminhando com a superação de obstáculos como a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o maior desafio, já que devem ser analisados mais de seis milhões de cadastros.
O diretor-geral lembrou, também, que o Brasil tem o desafio de fazer a gestão das florestas brasileiras.
“Temos que manter as florestas, mas, ao mesmo tempo fazer com que a população se mantenha lá e tenha atividades produtivas. Se nós não dermos atividades para aqueles que dependem da floresta, eles irão pressionar a floresta para sua sobrevivência, especialmente na Amazônia. Então, temos o desafio de buscar soluções de desenvolvimento sustentável, manejo sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros”, disse Colatto.
Simón Triebel, primeiro secretário da Embaixada da Alemanha, também participou da abertura do diálogo e destacou que a Embaixada tem o dever de responder a várias perguntas sobre a questão ambiental no Brasil.
“É nossa tarefa responder a estas perguntas baseados em fatos e de uma maneira objetiva, e eu faço sempre referência ao Código Florestal, porque é um exemplo de legislação avançada para todo o mundo”, disse Triebel.
O secretário disse ainda que há grandes desafios para sua completa implementação, mas que o Código Florestal já demonstrou impactos positivos para o meio ambiente. “O Código Florestal é uma ferramenta poderosa, mas, agora, o desafio é a implementação”, afirmou Triebel.
A mesa de diálogo foi formada pela diretora de Cadastro Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro, Jaíne Cubas, o chefe de Assuntos Socioambientais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Adrien, pela pesquisadora Cristina Leme Lopes, do Núcleo de Políticas Climáticas da PUC-Rio, e pela secretária adjunta de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Christina Fisher.
Análise Dinamizada
Jaíne Cubas fez uma explanação sobre as etapas de regularização ambiental desde o registro do Cadastro Ambiental Rural, e destacou o novo módulo de análise dinamizada, que vem sendo implantado com o objetivo de agilizar e simplificar as análises das informações declaradas pelo proprietário ou possuidor rural.
Para a diretora, o debate foi muito esclarecedor para o nivelamento das informações relacionadas ao Código Florestal e à agenda do Cadastro Ambiental Rural. “Foi muito bom podermos mostrar que não foi só um cadastro ambiental, mas que trouxemos o objetivo para o qual ele foi criado: a criação de um banco de dados para controle, planejamento ambiental e econômico do país”, disse Jaíne Cubas.
Código Florestal e Agricultura
O chefe de Assuntos Socioambientais do Mapa explicou ao público presente a nova estrutura do Ministério, de forma pormenorizada. “O Mapa tinha uma ação muito específica ligada aos temas da produção e política agrícola e temos, agora, uma nova configuração, o Mapa agora passa a manter novas agendas que estão integradas e sendo pensadas de forma concomitante”, explicou.
Adrien acredita que o debate foi importante para que o ministério pudesse apresentar sua agenda no tocante à sustentabilidade e na implementação do Código Florestal. “O Brasil tem uma situação muito diferente, se comparado a outros países, no tocante a esta temática, e é muito importante disseminar esta realidade e o Código Florestal, nossas práticas agrícolas sustentáveis para que o país seja visto com o país que produz e que preserva. O Brasil tem um grande potencial de ser a maior potência sustentável do mundo e o evento serviu para a gente promover essa agenda”, concluiu João Adrien.
Para o diretor da GIZ e moderador do debate, Taiguara Alencar, o debate foi uma oportunidade bem aproveitada dentro dos objetivos da agência alemã de alavancar e contribuir com as políticas públicas que o governo brasileiro implementa. “Pudemos alavancar isto, pudemos apoiar uma oportunidade de divulgação dos avanços destas políticas públicas e, também, de uma reflexão dos desafios para os próximos passos destas políticas públicas. Neste sentido, nosso objetivo foi alcançado.
Ele destacou a participação de outros parceiros, como a PUC-Rio, com sua contribuição jurídica, a Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, com o qual a GIZ também possui acordos de cooperação.
