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Dirigentes da América Latina e Caribe debatem diretrizes para políticas florestais e desenvolvimento sustentável
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
A 31ª Reunião da Comissão Florestal da América Latina e Caribe (Coflac) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) aconteceu entre os dias 02 e 06/09 em Montevidéu, no Uruguai. Participaram da reunião delegados de 15 países membros e representantes de 13 organizações, incluindo 5 agências da Organização das Nações Unidas e 8 organizações intergovernamentais e não governamentais, como observadores. O Brasil foi representado pelo diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto.
A reunião teve como objetivo de subsidiar os planos de trabalho da comissão no biênio 2020-2021 e os preparativos para o 25º período de sessões do Comitê Florestal Mundial da FAO (Cofo), que vai acontecer em 2020, em Roma.
Na primeira parte do encontro foi apresentado O Estado das Florestas do Mundo 2018 (da sigla em inglês, SOFO 2018), um documento que apresenta a alinhamento entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e as políticas florestais e produção de alimentos nessas regiões. Dentre os temas tratados nessa fase destacaram-se: a agricultura e as florestas numa abordagem conjunta na formulação de políticas nacionais de desenvolvimento; o fortalecimento de marcos jurídicos que reconheçam e garantam os direitos das comunidades locais e o acesso dos pequenos agricultores às florestas; o acesso à terra e aos recursos de reflorestamento como ferramentas de transformação às mulheres, aos jovens e aos pequenos produtores rurais; e a busca por um ambiente propício para atrair o setor privado para atividades que favoreçam a sustentabilidade.
A Coflac também aprovou o documento Temas Prioritários para a 36ª Reunião da Conferência Regional (Nicarágua 2020). Foram definidos como temas prioritários para a próxima reunião: eliminar a fome e erradicar todas as formas de má nutrição; criar uma agenda transformadora de desenvolvimento rural sustentável; agricultura sustentável e resiliente à mudança climática e o manejo florestal sustentável foram colocados como os assuntos principais a serem debatidos em Nicarágua.
Durante o painel Florestas e Bioeconomia, Valdir Colatto, informou a criação do Observatório da Agropecuária Brasileira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que, com base também nos dados do Cadastro Ambiental Rural, será uma importante ferramenta de acesso a informações estratégicas para implementação de projetos e iniciativas com vistas ao fortalecimento da bioeconomia no território nacional. “Existe um esforço nacional para impulsionar as concessões florestais na Amazônia como ferramenta para combater o desmatamento ilegal e aumentar a prevenção contra incêndios, assim como aumentar a área de floresta concedida, que gera benefícios socioeconômicos a mais de 20 milhões de pessoas que vivem no bioma amazônico”, afirmou Colatto.
Valdir Colatto ainda propôs durante o evento que os demais países da Comissão adotassem a metodologia do Inventário Florestal Nacional (IFN) do Brasil, visando harmonizar e compartilhar as experiencias de pesquisa e gestão florestal. Além disso, propôs também a criação de um grupo de trabalho permanente para estudo de medidas preventivas no combate aos incêndios florestais. As propostas foram aceitas pelos membros da comissão.