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Serviço Florestal apresenta resultado preliminar do Inventário Florestal Nacional no Rio Grande do Norte
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
Na última segunda-feira (11), o Serviço Florestal Brasileiro apresentou os resultados preliminares do Inventário Florestal Nacional no Rio Grande do Norte (IFN-RN) a representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). O objetivo foi apresentar os resultados e trocar informações necessárias para a elaboração do documento final. Integrantes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) também participaram da reunião.
"Os resultados do IFN devem subsidiar a elaboração de políticas públicas de conservação e uso sustentável das florestas. Por isso, esse diálogo com o estado é essencial para avaliarmos quais informações sobre as condições das florestas são mais estratégicas e que precisam ser apresentadas no relatório final com os resultados do levantamento realizado no Rio Grande do Norte", afirma Gustavo Pinho, um dos representantes do SFB na reunião. Além disso, a reunião serviu também para atualizar os dados fornecidos pelos órgãos ambientais estaduais para a elaboração do documento.
“Tivemos a oportunidade de acrescentar, por exemplo, dados sobre o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio do Idema, no tocante à criação e manutenção de Unidades de Conservação (UCs). Eles tinham contabilizado 13 UCs, mas o estado já possui 19”, exemplificou a coordenadora de Meio Ambiente e Saneamento da Semarh, Clara Câmara.
Para o secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França, esse mapeamento motiva a formulação e execução de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação dos recursos. “É um grande suporte para se conhecer mais a fundo nosso estoque, nossa biodiversidade e a sua importância para as comunidades rurais”, ressaltou.
O IFN aponta que a cobertura vegetal do Rio Grande do Norte é predominantemente marcada pela Caatinga, com 91% do bioma, e que a Chapada do Apodi é a região com maior percentual de floresta, representando 60% do estoque. Sobre as espécies florestais mais utilizadas pelos entrevistados, destaca-se a jurema, o marmeleiro e a ameixa do mato. Entre os principais produtos não madeireiros comercializados, os mais citados foram mel, cascas e raízes. Os resultados do IFN-RN devem ser lançados ainda este ano.
Sobre o IFN
O Inventário Florestal Nacional (IFN) é uma iniciativa coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
Em todo o país, equipes vão a campo medir as árvores, analisar sua saúde e vitalidade, coletar amostras do solo e de material botânico, entre outros aspectos. Além disso, são realizadas entrevistas com moradores que vivem no entorno das áreas amostrais para conhecer a percepção da comunidade sobre os recursos florestais e seu uso.
O objetivo é conhecer não só a quantidade dos recursos florestais como também o estado de conservação e a biodiversidade das florestas, contribuindo para a formulação de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação florestal.
A coleta de dados já foi concluída em 13 estados: Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.
Com informações da Ascom/Semarh-RN