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Seminário promove diálogo entre gestores do Sicar e povos e comunidades tradicionais
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
O Serviço Florestal Brasileiro promoveu nesta semana, em Brasília, o 1º Seminário de Cadastro Ambiental Rural para Povos e Comunidades Tradicionais (CAR-PCT) e gestores do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). O evento, que teve início na quinta-feira (20/10), reuniu durante dois dias técnicos dos órgãos de meio ambiente dos estados que fazem parte do SICAR e representantes de PCT.
O Seminário contou com a participação de lideranças de 21 segmentos e teve como objetivos aproximar os gestores do SICAR da realidade destas populações, além de discutir as estratégias para aprimorar a implementação do CAR-PCT e identificar pontos de adequação do módulo de cadastramento para melhor atender às necessidades destas pessoas.
Também estiveram presentes no evento representantes da Procuradoria Geral da República (PGR), do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural do Ministério do Meio Ambiente (SEDR/MMA).
Diálogo
Na abertura do evento os representantes dos segmentos tradicionais leram uma carta com propostas e considerações sobre o Cadastro Ambiental Rural. O diretor de Cadastro e Fomento do Serviço Florestal Brasileiro, Carlos Eduardo Sturm, ressaltou a importância do entendimento entre os comunitários e os gestores do SICAR.
“Os povos e comunidades tradicionais têm dado uma contribuição inestimável para a conservação dos nossos recursos naturais. Nós temos uma oportunidade histórica de incluir na base de dados do CAR os limites de territórios tradicionais que ainda estão na invisibilidade. Para isso, é importante aprofundar o diálogo e fazer uma construção conjunta, para que o CAR-PCT seja adequado à realidade dessas pessoas”.
Amazonas
Para Julia Linhares, da Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, é importante entender a realidade dos povos e comunidades tradicionais para adaptar melhor as estratégias de cadastramento nestes territórios.
“O Amazonas já cadastrou mais de 20 milhões de hectares de territórios tradicionais no estado e nós temos a expectativa de que o potencial de cadastramento seja muito maior. Tem muito extrativista, muito ribeirinho que ainda não está contemplado e a gente vê a dificuldade deles em fazer o cadastro. Nos aproximando desses povos e reconhecendo suas demandas, a gente consegue adequar melhor nossas estratégias de execução do CAR”, afirmou.
Desafio
Na avaliação da gerente de Cadastros de Florestas do SFB, Janaína Rocha, o encontro foi bastante produtivo e importante para ouvir essas populações e valorizar o papel delas no desafio da recomposição florestal. "Temos muito para compartilhar com este público que são os grandes guardiões dos remanescentes de vegetação nativa em todo Brasil. Estamos aqui para aprender e melhorar sempre", afirmou.
A realização do 1° Seminário de Cadastro Ambiental Rural para Povos e Comunidades Tradicionais teve apoio da Agência de Cooperação Alemã GIZ.
Veja as fotos do evento.
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