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III Prêmio SFB: Otimização traz lucratividade para a produção florestal
Foto: Serviço Florestal Brasileiro.
Bruno Pereira, graduando em Engenharia Florestal na Universidade de Brasília (UnB), começou a se interessar por otimização da produção madeireira quando morava no Canadá, onde participou do Programa Ciências sem Fronteiras, do Governo Federal.
Ele conta que, depois de ter estudado algumas disciplinas relacionadas ao tema na UnB, que complementaram o aprendizado do Canadá, decidiu por um Trabalho de Conclusão de Curso que pesquisasse a Otimização da Produção Madeireira de um Povoamento de Eucalipto, título de seu trabalho laureado no III Prêmio Serviço Florestal Brasileiro de Economia e Mercado Florestal.
Ao iniciar o trabalho, próximo a Formosa (GO), distante cerca de 80km de Brasília (DF) Bruno começou a se fazer perguntas que o orientaram para a pesquisa. “Eu tinha uma floresta, em ponto de corte, que iria ser toda vendida para uso como lenha. Porque para lenha? Será que este esta madeira não pode ter maior retorno financeiro? Será que eles não podem vender para outros produtos?”.
A partir daí, começou a fazer uma pesquisa de mercado que apontasse compradores de madeira na região. Queria saber o que compravam, para quê, quanto pagavam e a que distância estavam da propriedade rural que produzia a madeira.
De posse destas informações, Bruno desenvolveu um programa simples, em uma planilha de Excell, que lhe retornava qual o maior retorno possível para aquela floresta, maximizando o lucro com o mesmo tipo de madeira. A partir daí, criou cenários com diferentes produtos demandados e chegou à conclusão de que vender só lenha – para fornos de restaurantes e secadores de grãos – como se propunha o proprietário, daria o menor retorno de todos os cenários. O estudante chegou à conclusão de que a melhor opção para o produtor seria vender o produto para o fornecimento de lenha, esticadores de cercas, mourões e escoras.
Software
Pereira ainda sonha em desenvolver um software para este fim, mas não com a complexidade dos softwares já existentes, muito complicados para pequenos produtores. Por enquanto, o programa de Excell resolve muito bem, já que é um pacote barato e mais simples de manipular.
Ele garante, também, que o “programinha” pode ser adaptado para a exploração sustentável em florestas nativas. Basta que o produtor tenha um inventário da área a ser explorada. Ao decidir que tipos de madeira poderia fornecer, o produtor lançaria os dados: “vender produtos tais, para madeireiras tais, a tais distâncias, a que preços”, resume Bruno Pereira, acrescentando que seu trabalho pode ser adaptado a qualquer lugar do país, inseridos os dados necessários.
Conheça aqui os trabalhos vencedores do III Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal.