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Entrevista
Conheça o Secretário-geral do CRSFN e do CRSNSP
A trajetória do Secretário-Geral do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) e do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Aberta e de Capitalização (CRSNSP) combina experiências no setor privado e no serviço público, com atuação em gestão, planejamento, organização de processos e coordenação de estruturas complexas.
A carreira começou no setor de telecomunicações, em 2000, na Claro, em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e alta exigência regulatória. Ao longo de vários anos, destacou-se em planejamento estratégico, gestão orçamentária e execução de estratégias.
Em 2006, como Coordenador Nacional da Diretoria de Clientes, atuou na articulação entre diretrizes corporativas e operações regionais.
Esse período coincidiu com uma disrupção no setor, simbolizada pelo lançamento do iPhone, em 2007, que redefiniu padrões de comunicação e uso da tecnologia.
Nesse cenário de inovação acelerada, liderou reorganizações estruturais, implantou sistemas de informações gerenciais, estruturou controles de indicadores e coordenou projetos e equipes, com foco no cumprimento das metas regulatórias da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A transição para o serviço público ocorreu na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na área de recursos humanos, experiência que aprofundou a compreensão sobre gestão de pessoas, processos administrativos e o funcionamento da administração pública federal.
Em 2010, ingressou na Superintendência de Seguros Privados (Susep) como Analista Técnico, tendo atuado também como Chefe do Escritório de Brasília. Nesse período, ampliou a experiência em gestão administrativa, articulação institucional e apoio à alta administração.
Esse percurso conduziu ao desafio de assumir a Secretaria-Geral dos Conselhos em 2022. Na chegada, o cenário era complexo: havia 1.154 processos em estoque no CRSNSP e 218 no CRSFN. A unificação recente das Secretarias, feita de forma abrupta, gerou disfunções operacionais, indefinição de responsabilidades e fluxos pouco estruturados, com equipes extenuadas após ciclos prolongados de redução de estoque. A pandemia agravou o quadro, exigindo a migração repentina das sessões de julgamento para o formato on-line. O diagnóstico foi corroborado por relatório da Controladoria-Geral da União, recebido no início da gestão, com dezenas de recomendações que dimensionaram os problemas com objetividade.
A decisão de aceitar o convite somou afinidade com a reorganização institucional e a confiança em uma liderança comprometida com a transformação. Esse compromisso estava personificado na Presidente Adriana Teixeira de Toledo, cuja condução se destaca pela capacidade de realização, rigor de gestão, comunicação clara e foco no interesse público. Uma empreendedora do serviço público, criou as condições para viabilizar mudanças estruturantes orientadas a resultados.
A partir desse alinhamento, o foco do Secretário-Geral foi duplo. Primeiro, reduzir de forma consistente os estoques de processos, premissa para devolver previsibilidade, regularidade e plena capacidade de atuação ao CRSFN e ao CRSNSP. Em paralelo, estruturar a Secretaria-Geral: aprimorar fluxos e rotinas, fortalecer o apoio técnico aos colegiados e consolidar uma base administrativa estável, capaz de sustentar a atuação da Presidência e dos Conselhos no médio e no longo prazo.
Com essa base, a diretriz passou a ser consolidar resultados e manter a Secretaria-Geral como suporte qualificado, permitindo que os Conselhos concentrem esforços na qualidade técnica, na consistência e na legitimidade das decisões.
Essa lógica é frequentemente sintetizada de forma simples: a Presidência define o rumo e conduz os Colegiados; cabe à Secretaria fazer a máquina funcionar. O papel do Secretário-Geral foi construir esse suporte, organizar o funcionamento interno e entregar as condições necessárias para que a visão institucional avançasse. O protagonismo é do piloto; a Secretaria mantém o carro em condições de competir.
No escopo de atribuições, o Secretário-Geral responde pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades administrativas, de gestão de pessoas e de tecnologia, além de governança, estratégia, integridade, gestão de riscos e controle interno. Também coordena o apoio às sessões de julgamento, a tramitação processual, a emissão de acórdãos e o monitoramento de indicadores de desempenho, assessora a Presidência dos Conselhos e participa de comitês estratégicos do Ministério da Fazenda.
A experiência à frente da Secretaria-Geral consolidou uma visão integrada entre gestão, regulação e funcionamento institucional. Mesmo em um cenário de restrições orçamentárias e limitações estruturais, os resultados demonstram que liderança comprometida, organização e propósito público são determinantes para o avanço institucional.
17/03/2026
