Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono
A Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono é uma iniciativa colaborativa encampada pelo Governo brasileiro voltada a fortalecer o esforço global contra as mudanças climáticas, promovendo alinhamento e entendimento mútuo entre os países que adotam políticas de precificação de carbono. A Coalizão reúne governos comprometidos em ampliar a ambição, a efetividade e a equidade dos mercados de carbono como instrumentos centrais para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, assegurando transições justas e inclusivas.
Por meio da cooperação em temas como sistemas de mensuração, relato e verificação (MRV), contabilidade de carbono e regras de offsets, a Coalizão cria um espaço de diálogo, coordenação e aprendizado entre os países participantes. A iniciativa busca também fortalecer capacidades institucionais e técnicas, especialmente em países em desenvolvimento. A longo prazo, a Coalizão Aberta pretende facilitar a convergência e a interoperabilidade entre mercados regulados de carbono.
Na COP 30, o texto foi endossado pela China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia e França, além do Brasil, e permanecerá aberto a novas adesões
O documento lançado na cúpula reconhece a crescente relevância global dos mercados regulados de carbono e dos mecanismos de precificação de carbono e o papel desses instrumentos na promoção da descarbonização e no apoio aos países no avanço de suas metas de ação climática.
Acesse a Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono.
O mercado regulado de carbono é uma das maneiras mais eficientes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Ao promover essa convergência com algumas das maiores economias do mundo, estamos formando regras comuns e estabelecendo um caminho de harmonização das normas entre os países. Isso permitirá que, no futuro, seja possível caminhar para uma interoperabilidade mais profunda entre esses mercados, sendo o melhor jeito de atingir o objetivo da COP que é reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Este alinhamento entre os países é fundamental para concretizar o objetivo definido na COP28: reduzir de forma gradual e definitiva a dependência dos combustíveis fósseis, de maneira justa, quantitativa e ordenada. A coalizão permite avançar nesse sentido de modo estruturado e previsível, reduzindo riscos, estimulando investimentos e oferecendo uma trajetória clara de descarbonização ao setor produtivo.
O grupo de países que aderiu à coalizão já têm parte relevante de suas emissões cobertas por mecanismos de precificação de carbono, seja por mercados regulados ou sistemas de taxação — como a própria União Europeia, a China e, agora, o Brasil. Juntos, esses países representam cerca de 20% das emissões globais e agora poderão desenvolver trocas de experiências sobre metodologias — como sistemas de monitoramento, relato e verificação (MRV), regras de uso de créditos e offsets, contabilidade de carbono e padrões de transparência. Um sinal muito positivo, que fortalece a união e a cooperação internacional. Através desse instrumento, que é uma ferramenta de mercado, financeira, tecnológica e de governança, damos um passo importante para ampliar a ambição climática e contribuir de maneira efetiva para o combate ao aquecimento global