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NOTA À IMPRENSA
FMI reconhece resiliência da economia brasileira
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, presidiu a reunião de encerramento da missão anual do FMI ao Brasil, na última sexta-feira (29/5).
Com base no Artigo IV do seu Acordo Constitutivo, o FMI realiza visitas regulares aos países-membros, nas quais são analisadas as políticas e perspectivas econômicas do país. A partir dessa missão, a equipe técnica do Fundo elabora um relatório para consideração do Conselho Executivo da organização, tratando da conjuntura e das perspectivas macroeconômicas brasileiras, a ser publicado em meados de julho.
Acesse a declaração preliminar do FMI sobre o fim da missão
Pela equipe do FMI, estiveram presentes Nigel Chalk, diretor para o Hemisfério Ocidental; Ana Corbacho, diretora assistente para o hemisfério ocidental; Daniel Leigh, chefe da missão do Artigo IV; e Jennifer Eliott, diretora assistente de Temas Monetários e de Capitais. Pelo lado brasileiro, além do ministro, estiveram presentes Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional, Mathias Alencastro, secretário de Assuntos Internacionais, e André Roncaglia, diretor executivo pelo Brasil no FMI, além da equipe técnica do Ministério.
Na reunião, o ministro Durigan destacou que o diálogo técnico com o FMI é muito bem-vindo e contribui para apoiar os esforços na gestão macroeconômica, que visam ao equilíbrio da dívida e ao controle da inflação, com o fortalecimento de programas sociais e da proteção ambiental.
O ministro reforçou o compromisso fiscal, mesmo diante dos choques externos, garantindo a manutenção da neutralidade fiscal das medidas para mitigar o impacto da crise. Lembrou, que a matriz energética limpa, amplamente baseada em fontes renováveis, tem reforçado a resiliência econômica do Brasil.
A equipe do FMI reconheceu que a economia brasileira permaneceu notavelmente resistente diante de múltiplos choques. Opinou que o crescimento brasileiro deve se recuperar em 2026 e atingir cerca de 2,5% no médio prazo. Enfatizou a efetividade das medidas de resposta à crise no Oriente Médio e recomendou a sua reavaliação contínua.
A equipe do Fundo destacou as recentes reformas estruturais e a agenda de transformação ecológica, que, em sua visão, promoverão um crescimento de médio prazo mais forte e mais inclusivo. Ressaltaram a importância de avançar em novas parcerias comerciais e de continuar os esforços para melhorar o ambiente de negócios, as políticas de descarbonização e o crescimento inclusivo.
Ao concluir, delineando uma visão de futuro para o país, o ministro Durigan reafirmou que a principal meta é alcançar crescimento anual sustentável de 4% ou mais, impulsionado por aumento significativo da produtividade. Ao agradecer a presença da equipe do FMI, o ministro defendeu um Estado eficiente, com liderança política capaz de conduzir discussões sérias com a sociedade sobre os desafios econômicos do Brasil e de avançar na agenda de crescimento justo e sustentável.