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CENÁRIO ECONÔMICO
Solidez fiscal reduz impactos da guerra na economia do país, diz ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta sexta-feira (22/5), que o cenário fiscal brasileiro tem contribuído para reduzir impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia nacional. A declaração foi feita durante a apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026, ao lado do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
“A economia brasileira segue em um bom compasso. A gente tem acompanhado a discussão global, estive recentemente no G7 e no G20. A situação da economia brasileira é, sem dúvida nenhuma, das melhores do mundo, tanto do ponto de vista do resultado fiscal quanto do ponto de vista de como a gente está enfrentando esse momento da economia global com responsabilidade fiscal para mitigar o impacto da guerra no nosso país”, afirmou Dario Durigan, durante coletiva de imprensa após a divulgação do relatório.
O ministro também mencionou medidas adotadas pelo governo para enfrentar os efeitos externos sobre preços e atividade econômica. “Em alguns países se fala em racionamento de combustível, em outros se fala em tabelamento de preço. No Brasil, o que a gente tem feito é usar os excedentes percebidos do ponto de vista da arrecadação para reverter em resultados para a população e mitigar os efeitos de uma guerra que está distante da nossa administração. Então eu queria reafirmar o compromisso com a responsabilidade fiscal deste governo”, disse Durigan.
O ministro comentou ainda a decisão do governo de deixar para um momento posterior a realização do leilão de petróleo em áreas adjacentes aos campos já em produção no pré-sal. Segundo ele, a prioridade, neste momento, é concentrar esforços em medidas relacionadas aos impactos econômicos do conflito.
“Nós estamos trabalhando, no momento, em uma série de medidas que têm nos demandado bastante. Foram várias as medidas anunciadas para conter o impacto da guerra no Brasil, e isso tem demandado um operacional muito grande por parte dos órgãos do setor. Dou o exemplo da ANP (Agência Nacional do Petróleo), e nossas próprias áreas dentro dos ministérios têm tratado disso. Correr com esse edital para elaborar para este ano nos parece que tiraria o foco principal, que é fazer essa mitigação dos efeitos da guerra, e poderia não dar tempo suficiente para ter espaço de equipe para fazê-lo”, explicou Durigan.
O ministro acrescentou que a oscilação nos preços internacionais do petróleo também influencia a decisão de adiar o leilão. “Cumulado com a razão anterior de a gente estar focado no operacional, inclusive com a ANP, tratando de subvenção, tratando de acompanhamento da guerra, nos parece que, dada a realidade da receita, a gente deveria fazer, sim, o leilão, mas num outro momento, em que a gente possa dedicar os esforços da equipe e tenha uma situação de maior previsibilidade para adotar um planejamento mais adequado”, afirmou.
As declarações ocorreram em meio à divulgação das projeções fiscais atualizadas do governo federal, em um contexto de maior atenção dos mercados internacionais aos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.
Veja como foi a apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026:
