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TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA
Ministério da Fazenda destaca instrumentos financeiros para impulsionar inovação verde no Brasil
O Ministério da Fazenda apresentou na terça-feira (13/5) durante o Summit Brasil de Soluções 2026, em São Paulo, instrumentos financeiros voltados à inovação verde e à economia de baixo carbono, com destaque para o programa Eco Invest Brasil, que já mobilizou R$ 125 bilhões em investimentos para projetos relacionados à transformação ecológica.
As iniciativas foram apresentadas pela coordenadora-geral de Inovação Verde e Transição Justa do Ministério da Fazenda, Carina Vitral, durante o painel “Financiando o futuro: o ecossistema de financiamento à inovação no Brasil”, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
Carina Vitral destacou a implementação de instrumentos financeiros e de incentivo previstos no Plano de Transformação Ecológica, lançado em 2023. Segundo ela, o plano passou da etapa conceitual para uma fase de implementação com instrumentos concretos de financiamento e incentivo à nova economia sustentável. “Hoje, conseguimos apresentar o PTE com instrumentos financeiros poderosos para incentivar essa nova economia de baixo carbono, inovadora e com responsabilidade social”, afirmou.
A coordenadora ressaltou que um dos principais desafios da transformação ecológica é superar o risco tecnológico associado às novas soluções sustentáveis ainda em desenvolvimento. Nesse contexto, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação, como os editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e os mecanismos de apoio à pesquisa e desenvolvimento em parceria com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), a exemplo do programa Acelera NIT, desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação.
Entre os destaques da apresentação esteve o Eco Invest Brasil, programa voltado à mobilização de capital privado e internacional para financiar projetos relacionados à transformação ecológica. Segundo Carina, os três primeiros leilões do programa mobilizaram R$ 125 bilhões para investimentos em áreas estratégicas. “O Tesouro Nacional entra com recursos concessionais para estimular os bancos a ampliar o financiamento de projetos ligados à transformação ecológica”, explicou.
A coordenadora também mencionou o terceiro leilão do Eco Invest Brasil, voltado para operações de equity, que mobilizou R$ 53 bilhões. Desse total, R$ 11 bilhões deverão ser destinados obrigatoriamente a startups e pequenas e médias empresas inovadoras.
Durante o debate, a coordenadora reforçou que a transição ecológica requer articulação entre governo, setor produtivo e sistema financeiro, além de condições favoráveis ao investimento produtivo. “O que a gente precisa é que o setor privado tome risco junto com o governo. Essa é uma aposta que precisa ser de toda a sociedade”, afirmou.
A representante do Ministério da Fazenda também destacou que as missões da Nova Indústria Brasil (NIB) estão alinhadas aos objetivos da transformação ecológica e do desenvolvimento social, com foco em agendas como agro sustentável, saúde e economia de baixo carbono. “O desenvolvimento produtivo precisa estar conectado à redução das desigualdades e à construção de um país mais sustentável e inclusivo”, concluiu.
Sobre o Summit Brasil de Soluções
Organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Summit Brasil de Soluções 2026 é um espaço de negócios para conectar soluções sustentáveis a quem pode impulsioná-las ao mapear iniciativas do setor privado na transição para uma economia de baixo carbono.
Desta forma, o evento tem o objetivo de conectar empresas, investidores, provedores de soluções e parceiros institucionais em torno de oportunidades reais de contratação, parceria e financiamento de soluções climáticas com potencial de expansão e capacidade de escalar.
