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TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA
Em seminário da Fundação Itaú, Fazenda destaca transformação ecológica como motor para geração de empregos verdes e redução das desigualdades
A transformação ecológica vem se consolidando como uma das principais estratégias do Governo Federal para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável, gerar empregos verdes e reduzir desigualdades estruturais no país. O tema foi debatido durante o seminário “Trabalhos Verdes para a Transição Econômico-Ecológica”, na terça-feira (19/5), em Brasília.
Promovido pela Fundação Itaú, em parceria com instituições nacionais e internacionais, o encontro reuniu representantes do setor público, das universidades, de organismos internacionais, da sociedade civil e do setor produtivo para discutir o papel do trabalho na transição para uma economia de baixo carbono, com foco na geração de empregos verdes e na qualificação profissional de trabalhadores e trabalhadoras.
A subsecretária de Transformação Ecológica da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, Carolina Grottera, participou da mesa “Como as políticas públicas brasileiras podem coordenar a criação de postos de trabalhos verdes na transição para uma economia de baixo carbono?”, ao lado de Artur Cruz Bertolucci, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e Gabriel Damasco do Vale, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O debate foi mediado por Danilo Queiroz de Souza, da Fundação Itaú - Itaú Educação e Trabalho.
Carolina Grottera destacou que o Ministério da Fazenda tem atuado para colocar a sustentabilidade no centro da política econômica brasileira, utilizando instrumentos fiscais, financeiros e regulatórios para fomentar novos mercados e estimular cadeias produtivas alinhadas à agenda climática. Segundo ela, a transformação ecológica busca combinar desenvolvimento econômico, inovação e geração de empregos de qualidade com redução das desigualdades regionais, sociais e raciais.
Os participantes da mesa defenderam a necessidade de coordenação entre políticas econômicas, industriais, trabalhistas e educacionais para garantir que a transformação ecológica aconteça com inclusão social, geração de oportunidades e desenvolvimento sustentável. A subsecretária chamou atenção para os desafios atuais do mercado de trabalho, especialmente diante do avanço da informalidade e das transformações nas relações de emprego, destacando a importância de respostas articuladas entre governo, setor privado e sociedade civil.
Taxonomia Sustentável e Eco Invest Brasil
Durante o painel, ela apresentou iniciativas lideradas ou apoiadas pelo Ministério da Fazenda para impulsionar a chamada economia verde no Brasil e destacou a Taxonomia Sustentável Brasileira, mecanismo que estabelece critérios técnicos para definir atividades econômicas sustentáveis, incluindo recortes de gênero, raça e desenvolvimento regional.
Outro destaque foi o programa Eco Invest Brasil, iniciativa do Tesouro Nacional voltada à mobilização de investimentos sustentáveis. Segundo a subsecretária, os leilões do programa já movimentaram bilhões de reais em projetos ligados à recuperação de áreas degradadas, bioeconomia amazônica, infraestrutura sustentável, inovação tecnológica e startups voltadas à transformação ecológica. “Ao estimular esses investimentos, estamos gerando empregos verdes em diferentes regiões do país e criando novas oportunidades econômicas, especialmente em territórios historicamente mais vulneráveis”, explicou.
A subsecretária também ressaltou o papel da inovação e da qualificação profissional na construção dessa nova economia. De acordo com ela, o Ministério da Fazenda desenvolveu um amplo mapeamento de cadeias produtivas estratégicas para identificar demandas futuras por mão de obra qualificada em setores como combustível sustentável de aviação, minerais críticos, baterias, bioeconomia e infraestrutura resiliente. Os resultados tornaram-se subsídios à formulação de políticas lideradas pelo Ministério da Educação, notadamente o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que possibilita a renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União, incluindo a reversão do pagamento de juros em investimentos no próprio estado, com foco na educação profissional técnica de nível médio.
O objetivo, segundo a subsecretária, é aproximar políticas educacionais das transformações econômicas em curso, preparando jovens e trabalhadores para as profissões emergentes da economia verde. “O Estado precisa acompanhar e moldar tendências. Não basta apenas regular atividades econômicas; é preciso criar mercados, fomentar inovação e construir caminhos para que os trabalhadores consigam enxergar oportunidades concretas no futuro”, afirmou.
O seminário contou também com mesas sobre cooperação entre instituições públicas e privadas, o que são trabalhos e setores verdes, além de discutir como as empresas tem capacitado os seus trabalhadores.
![19/05/2026 - [SE] Seminário “Trabalhos verdes para a transição econômica-ecológica”](https://live.staticflickr.com/65535/55281411613_22366de55e_c.jpg)