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CENÁRIO
Prisma Fiscal revela melhoria das projeções de mercado para vários indicadores macroeconômicos
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) divulgou nesta sexta-feira (13/2) o Prisma Fiscal do mês de fevereiro de 2026. O material apresenta projeções de agentes de mercado para os principais indicadores econômicos para todo o ano de 2026 e de 2027. Mostra também estimativas de curto prazo referentes a fevereiro, março e abril deste ano. Para os resultados anuais relativos a 2026, houve melhora de expectativas relativas a uma série de indicadores: arrecadação das receitas federais, receita líquida, resultado primário e nominal do Governo Central, Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), Produto Interno Bruto (PIB) nominal e inflação.
A nova projeção de mercado para a arrecadação das receitas federais aponta para resultado de R$ 3,099 trilhões em 2026 (ante R$ 3,083 trilhões, no Prisma de janeiro). Para a receita líquida do Governo Central, a nova estimativa indica para resultado de R$ 2,512 trilhões neste ano (era de R$ 2,510 trilhões, na edição anterior).
Destaque para a nova estimativa de mercado para o resultado primário do Governo Central em 2026, que agora aponta para déficit de R$ 68,206 bilhões. Em janeiro, havia projeção de déficit de R$ 72,400 bilhões no período. Para o resultado nominal do Governo Central, as mais recentes estimativas indicam para resultado negativo em R$ 1,039 trilhão neste ano (ante -R$ 1,040 trilhão, no Prisma anterior).
O mercado também melhorou expectativas em relação à trajetória da Dívida Bruta do Governo Geral, indicando para índice de 83,48% na relação entre DBGG e PIB ao final de 2026. Houve queda, portanto, em relação a janeiro, quando as projeções indicavam para 83,70% na relação DBGG/PIB no exercício.
O Prisma Fiscal de fevereiro revelou também aprimoramento das projeções para o PIB nominal, agora estimado em R$ 13,489 trilhões em 2026 (ante R$ 13,447 trilhões, na edição anterior). Para a inflação (medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC), os agentes de mercado estimam índice de 4,02% para o ano (era de 4,17%, no Prisma de janeiro). Para a despesa total do Governo Central, a mais recente estimativa indica valor de R$ 2,586 trilhões, ante R$ 2,580 trilhões, na edição anterior.
Confira a íntegra do Prisma Fiscal de fevereiro de 2026, publicado pela SPE nesta sexta-feira (13/2)
Acesse a versão em inglês: Prisma Fiscal — Monthly Report — February/2026
Curto prazo
Nas projeções de curto prazo, destaque para melhoras nas estimativas quanto aos resultados de fevereiro para arrecadação, resultado primário, inflação e taxa de desemprego (medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE).
A mais recente expectativa para a arrecadação de receitas federais aponta para resultado de R$ 219,547 bilhões este mês (ante R$ 218,683 bilhões, no Prisma anterior). A nova percepção de mercado para o resultado primário de fevereiro sinaliza para déficit de R$ 34,330 bilhões no período (ante projeção anterior, de déficit de R$ 36,000 bilhões).
Para a inflação, o Prisma informa que o mercado aguarda INPC de 0,50% em fevereiro (ante projeção anterior, de 0,55% para o mês). Já para a taxa de desemprego de fevereiro, medida pela PNAD/IBGE, há expectativa por índice de 5,90% (ante 5,95%, no Prisma anterior).
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Disponibilização das previsões (xlsx) — Fevereiro 2026