O governo brasileiro desempenha um papel central na concessão de recursos concessionais para viabilizar investimentos relacionados à transição climática, atuando como indutor de políticas públicas e catalisador de capital privado. Por meio de bancos públicos, como o BNDES, de fundos climáticos, e instrumentos de crédito com condições favorecidas, o Estado busca reduzir riscos e custos de projetos voltados à transformação ecológica do país.
Neste sentido, a BIP, atuando como o principal hub de financiamento climático do país, busca consolidar e ampliar a transparência sobre financiamentos concessionais disponíveis para os setores da Plataforma.
Informações sobre os recursos concessionais disponíveis, como Fundo Clima, Eco Invest e Fundos Climáticos Internacionais, assim como os projetos apoiados com estes recursos, em setores elegíveis aos critérios da BIP, serão divulgados nesta seção.
O Programa Fundo Clima do BNDES utiliza os recursos reembolsáveis do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima criado para financiar projetos voltados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O FNMC foi criado pela Lei nº 12.114, de 9 de dezembro de 2009, e tem sua regulamentação definida pelo Decreto nº 9.578, de 22 de novembro de 2018, alterado pelo Decreto nº 11.549, de 05 de junho de 2023.
Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o Fundo apoia estudos, empreendimentos, aquisição de equipamentos e desenvolvimento tecnológico que reduzam emissões de gases de efeito estufa e aumentem a resiliência climática. O Fundo Clima disponibiliza recursos em duas modalidades, reembolsável e não-reembolsável, sendo os recursos reembolsáveis administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os recursos não-reembolsáveis operados pelo MMA.
- Para saber mais sobre o Fundo Clima na modalidade de recursos reembolsáveis, visite o site do Fundo Clima no BNDES.
Projetos
Os projetos apoiados pelo BNDES por meio do Fundo Clima se alinham diretamente aos setores estratégicos priorizados pela Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), fortalecendo cadeias essenciais para a descarbonização, a transição energética, a resiliência climática e o desenvolvimento sustentável. Essa convergência amplia o impacto dos investimentos e impulsiona iniciativas com alto potencial de mitigação e adaptação em escala nacional.
A distribuição dos recursos evidencia como o Fundo Clima contribui para acelerar projetos alinhados à agenda climática nacional e aos setores estratégicos definidos pela BIP. Essa convergência reforça o papel do BNDES como agente indutor de investimentos de alto impacto socioambiental, ao apoiar iniciativas que promovem descarbonização, adaptação e inovação sustentável em múltiplas frentes.
A seguir, apresentamos a tabela com o consolidado do apoio com recursos do Fundo Clima distribuído pelos setores apoiados pela BIP, nos anos de 2024 e 2025.
| Valor Aprovado Fundo Clima R$ Milhões | Número de Projetos | |
|---|---|---|
| Energia | 1494,0 | 10 |
| AGRIC | 94,2 | 1 |
| BIOMETANO SAO LEOPOLDO | 61,1 | 1 |
| BIOMETANO VERDE PAULINIA | 359,8 | 1 |
| BIOO PARANA HOLDING | 101,5 | 1 |
| GÁS VERDE IGARASSU | 72,2 | 1 |
| GEO ELETRICA FUNDO CLIMA | 33,6 | 1 |
| MUN-JUIZ DE FORA USINA BIOMETANO | 40,0 | 1 |
| NEOGAS | 38,2 | 1 |
| RAIZEN E2G (+ INOVACAO E | 500,0 | 1 |
| TROPICAL BIOGAS LTDA | 193,4 | 1 |
| Indústria e Mobilidade | 1398,3 | 6 |
| EST-ES REFROTA | 150,0 | 1 |
| MUN-BH REFROTA FUNDO CLIMA | 317,1 | 1 |
| MUN-CURITIBA F.CLIMA ONIBUS | 380,0 | 1 |
| MUN-PORTO ALEGRE FUNDO CLIMA | 447,8 | 1 |
| MUN-SAO JOSE DOS CAMPOS P | 103,4 | 2 |
| Soluções Baseadas na Natureza e Bioeconomia | 1666,6 | 19 |
| BELTERRA - CACAU SUSTENTA | 100,0 | 1 |
| CICLUS RIO | 88,0 | 1 |
| FLONA IRATI | 110,1 | 1 |
| GERDAU - CENTRO DE RECICL | 212,4 | 1 |
| IGUAPE AGROFLORESTAL | 200,0 | 1 |
| LOGA FASE | 126,6 | 2 |
| MOMBAK GESTORA DE RECURSO | 80,0 | 7 |
| REGREEN JATOBA RESTAURACA | 250,0 | 1 |
| Suzano Restauração Ambiental | 250,0 | 1 |
| SYMBIOSIS FLORESTAL | 77,6 | 1 |
| TECIPAR - AMPLIACAO ATERR | 20,0 | 1 |
| TREE AGROFLORESTAL | 151,9 | 1 |
| Total Geral | 4558,8 | 35 |
Consolidado do apoio do BNDES com recursos do Fundo Clima por setores da Plataforma Brasil de
Investimentos Climáticos (BIP), considerando operações contratadas nas diferentes modalidades do
Programa Fundo Clima.
- Para saber mais sobre o Fundo Clima na modalidade de recursos reembolsáveis, visite o site do Fundo Clima no BNDES.
O Eco Invest Brasil foi criado para impulsionar investimentos privados sustentáveis e atrair capital externo para projetos de longo prazo. Com mecanismos financeiros inovadores, o programa viabiliza projetos estratégicos para a indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura para lidar com os efeitos das mudanças do clima e de inovação tecnológica para a Transformação Ecológica.
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O Brasil acessa fundos de instituições como os Fundos de Investimento Climático (CIF) e o Fundo Verde do Clima (GCF) para projetos de restauração florestal, bioeconomia e transição para uma economia neutra em carbono, com empréstimos (soft loans) e doações.
Durante a COP30, o Ministério da Fazenda, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Verde do Clima (GCF), revelou planos para um fundo catalítico de investimento em participações histórico, com lançamento previsto para 2026. As equipes do BNDES e do GCF estão trabalhando juntas na construção do fundo, incluindo um tamanho indicativo inicial de mais de US$ 400 milhões. O fundo proposto – o primeiro do tipo dedicado exclusivamente a um país – visa alavancar mais de US$ 1 bilhão junto a investidores comerciais e instituições financeiras de desenvolvimento, servindo como importante instrumento para apoiar os projetos dos setores da BIP.
O Brasil foi oficialmente convidado pelos Fundos de Investimento Climático (Climate Investment Funds – CIF) a preparar um plano de investimento no valor de até US$ 250 milhões no âmbito do Programa de Descarbonização da Indústria (Industry Decarbonization Program – IDP).
A proposta brasileira está inserida no contexto do Novo Brasil e articulada à Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP) – plataforma de país concebida para ampliar os investimentos na transformação ecológica rumo à descarbonização da economia, o uso sustentável dos recursos e a melhora da qualidade de vida da população.
Nos próximos meses, o Brasil iniciará a elaboração do plano de investimento, que será submetido à aprovação do Comitê do CIF. O plano detalhará os projetos prioritários, os instrumentos financeiros propostos e as estratégias de mobilização de capital privado para impulsionar a descarbonização da indústria nacional, consolidar cadeias de valor de tecnologias limpas e ampliar o acesso a soluções industriais sustentáveis.
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