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NOTA
Nota do Oficial do Ministério da Cultura
O Ministério da Cultura explica que os recursos destinados à divulgação internacional do filme O Agente Secreto estão inseridos nas políticas públicas estruturantes de fomento ao audiovisual brasileiro, executadas por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e operacionalizadas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O FSA é um fundo público permanente, criado justamente para impulsionar a produção, a circulação, a comercialização e a promoção internacional de obras audiovisuais brasileiras, fortalecendo o setor como indústria cultural estratégica para o país.
Desde 2023, o Governo Federal retomou com força os investimentos no audiovisual, reconhecendo seu papel econômico, cultural e simbólico. Entre 2023 e 2025, foram aportados mais de R$ 5,7 bilhões no setor, somando recursos do FSA e das leis de incentivo. Apenas nas chamadas públicas de produção de 2024 e 2025, cerca de 852 obras foram contempladas em todo o país, abrangendo cinema, televisão, vídeo sob demanda e arranjos regionais, garantindo que diferentes territórios, vozes e narrativas tenham acesso real às políticas de fomento.
Como parte dessas políticas, a Ancine promove o Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar®️ de Melhor Filme Internacional, cuja finalidade é fortalecer a presença do cinema brasileiro na mais prestigiosa premiação da indústria cinematográfica mundial. O programa oferece suporte financeiro para campanhas de promoção de longas-metragens brasileiros no exterior que buscam uma indicação na categoria de Melhor Filme Internacional, além de possibilitar apoio em outras categorias elegíveis.
Criado desde 2008, o programa beneficia o filme brasileiro de longa-metragem selecionado, a cada ano, pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para representar o Brasil na disputa pela indicação ao Oscar®️. Filmes brasileiros de destaque que já receberam apoio por meio desse programa incluem títulos como Retratos Fantasmas (2023), Marte Um (2022), Deserto Particular (2021), O Grande Circo Místico (2018) e outros ao longo dos anos, demonstrando a continuidade desse incentivo à projeção internacional da produção nacional.
O apoio à divulgação internacional de filmes brasileiros, incluindo ações voltadas a festivais e premiações como o Oscar, faz parte dessa estratégia de consolidação do audiovisual como cadeia produtiva sustentável. Obras como O Agente Secreto, assim como outros títulos recentes de destaque, demonstram como o investimento público é decisivo para transformar a criação artística em produtos competitivos no cenário internacional, ampliando mercados, atraindo coproduções e fortalecendo a imagem do Brasil no exterior.
Os resultados desse conjunto de políticas são concretos. Segundo dados da Ancine e da Motion Picture Association, o audiovisual brasileiro injeta R$ 70,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), sustenta mais de 608 mil empregos e movimenta uma ampla cadeia que envolve profissionais, empresas e serviços em todo o país. Investir no audiovisual é investir em desenvolvimento, emprego, diversidade cultural e soberania simbólica.