Festival Anowiwi Dèkysana Matriz Lary Rybè
Cinema vivo na aldeia Buridina
A Aldeia Buridina Karajá, em Aruanã (GO), será o cenário do Festival de Cinema Anowiwi dèkysana Matriz Lary Rybè, uma iniciativa da Revista Pihhy que reafirma a potência do cinema indígena como instrumento de memória, resistência e construção coletiva.
Anowiwi Dèkysana
O evento ocorrerá no dia 2 de agosto de 2025, reunindo a comunidade Iny-Karajá, educadoras e educadores locais, lideranças, representantes da SEDUC, do Centro de Estudos Latinoamericanos e Caribenhos da Universidade de Berkeley (EUA), e da própria Revista Pihhy.
O festival tem como ponto de partida a devolutiva e exibição do mini documentário Matriz Lary Rybè, dirigido por Valdirene Mahudikè Karajá.
O filme, produzido pela Revista Pihhy, em diálogo com a comunidade, ressalta a importância da escola indígena, das práticas pedagógicas próprias e da matriz cultural que sustenta o modo de ser e viver Iny.
Mais que uma mostra de cinema, o festival será um espaço de escuta comunitária, fortalecimento cultural e articulação de propostas futuras.
A proposta integra os princípios do Cinema PIHHY, que entende o cinema como um processo vivo, territorial, colaborativo e descolonizador — no qual o ato de filmar se dá em diálogo com os saberes da terra e da comunidade.
Objetivos do festival:
Fomentar o protagonismo audiovisual indígena;
Estimular o debate sobre educação escolar indígena e seus processos próprios;
Criar um espaço coletivo para refletir sobre o papel do cinema nas demandas e lutas locais.
Atividades previstas:
Sessão comunitária de cinema, com exibição de Matriz Lary Rybè e outros curtas-metragens indígenas.;
Roda de conversa com a diretora Valdirene Karajá e docentes da aldeia.
Encontro ampliado com a comunidade, seguido de lanche coletivo.
Sistematização das falas e propostas para continuidade do projeto.
Resultados esperados:
Fortalecer a valorização da escola indígena e sua matriz curricular específica.
Estimular a produção audiovisual feita por e para os próprios Iny.
Registrar demandas culturais e propor estratégias de continuidade e expansão da ação.
A Revista Pihhy segue afirmando que as imagens são também território, voz e luta.
O cinema indígena que se propõe aqui é vivo, ancestral e insurgente — feito com os pés no chão da aldeia e os olhos voltados para o futuro.