ALECRIM
José Xêcajcár Alecrim é um artista visual, designer e arte-educador indígena de origem Mehĩ-Canela, povo localizado próxima à cidade de Barra do Corda, no Maranhão.
Sua família migrou por diversos estados brasileiros, estabelecendo-se em Aruanã, Goiás, e posteriormente em Goiânia.
Graduado em Design pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), José Alecrim é especialista em Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atualmente é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da mesma instituição.
Ele atua como arte-educador no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC-GO), contribuindo para a formação de professores e estudantes em temáticas étnico-raciais indígenas e para a implementação da Lei nº 11.645/08, que trata da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
Como artista, José Alecrim desenvolve trabalhos que visam à valorização das culturas indígenas, utilizando-se de projetos gráficos, ilustração editorial e produção de livros.
Sua obra "Vento", da série Goyazes/Guayazes/Goyá, foi escolhida como troféu do Prêmio Especial Ailton Krenak no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA 23). Em 2023, realizou a exposição "Perfis Originários: Retratos a Lápis de um Brasil Ancestral", na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, que recebeu aproximadamente 4 mil visitantes.
Além disso, José Alecrim é curador da Revista Pihhy, uma iniciativa do Ministério da Cultura em parceria com o Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena da UFG, que visa estimular a criação, produção e circulação de materiais de autoria indígena, baseados em conhecimentos plurais e ancestrais.
Em 2024, publicou o livro "Carõ Me: uma experiência de desenho no pátio da escola", que integra a coleção "Já me Transformei em Imagem" e apresenta seu trabalho artístico fundamentado na desconstrução de estereótipos e na valorização da diversidade das visualidades indígenas.
José Alecrim utiliza suas redes sociais, como o Instagram (@urucum.alecrim), para compartilhar suas obras e reflexões sobre a cultura indígena.
Seu trabalho é reconhecido por promover a educação antirracista e o letramento visual em Goiás, destacando a importância de integrar o letramento indígena nas políticas educacionais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.