Fortalecendo raízes vivas:
visita à Escola Maurehi, do povo Iny Karajá
A equipe da Revista PIHHY teve a honra de visitar a aldeia Buridina, em Aruanã, Goiás, território do povo Iny Karajá, e conhecer a inspiradora Escola Maurehi.
Além disso, com muita alegria, de produzir mais um minidoc, fruto de nosso projeto de cinema indígena, dirigido pela cacique e diretora escolar Valdirene Mahudikè.
Aprendemos muito sobre sustentabilidade e espiritualidade!
Mais do que uma escola, Maurehi é um espaço de afirmação cultural, fortalecimento da língua iny e de valorização dos saberes dos mais velhos, que guiam o presente com a luz da ancestralidade.
A escola é baseada em um projeto político-pedagógico próprio, que articula dois pilares: a matriz Lary rybé, centrada nos conhecimentos, modos de vida e espiritualidade Iny, e a matriz universal, que garante o diálogo com os conteúdos exigidos na educação formal brasileira.
Trata-se de uma verdadeira expressão de educação intercultural indígena, que respeita os tempos, os territórios e a cultura viva do povo Iny.
É uma inspiração para todo o sistema educativo brasileiro!
Hoje, a luta do povo Iny Karajá é por reconhecimento institucional: garantir junto à Secretaria de Educação um espaço próprio e específico para uma educação verdadeiramente diferenciada, construída a partir de seus princípios, práticas e visões de mundo.
A Revista PIHHY reconhece e apoia essa luta, reafirmando que a educação indígena é um direito e uma potência para toda a sociedade brasileira.
Não deixe de assistir ao mini documentário: Matriz Lary rybé!
O filme foi realizado de maneira coletiva entre a equipe da revista e a comunidade, buscando ter como base, justamente, demandas e estéticas indígenas.