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MÚSICA
Som do RS encerra ciclo com imersão em São Paulo e circulação de bandas gaúchas
Foto: Luiza Castro
De 30 de janeiro a 1 de fevereiro, grupos e artistas que ao longo de 2025 trilharam um lindo percurso com o projeto Som do RS, embarcam para São Paulo, onde terão uma experiência na Nave Coletiva, sede da Mídia Ninja. Nesta etapa final, a ideia é compartilhar os resultados, celebrar e se instrumentalizar ainda mais. A vivência coletiva envolve showcases, workshops, oficinas, laboratórios de criação, gastronomia e compartilhamentos de ideias entre os artistas, produtores e agentes culturais brasileiros, além de shows das bandas. A entrada é franca e o público pode participar nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. O dia 30 é reservado para as oficinas formativas com os grupos.
O Som do RS é um programa de valorização da música e das bandas do sul do país. Começou mapeando e cadastrando bandas nas nove regiões do RS e oferecendo mentorias ministradas ao vivo pelo streaming com mestres e mestras da MPB, gente que está inserida no mercado da música e que entende muito do assunto, como Pena Schmidt, Dani Ribas, Fernanda Couto, Edson Natale, Dríade Aguiar e Cristina Baum. O projeto proporcionou ao longo de 2025 um percurso de trocas, em encontros virtuais que abordaram amplo recorte de uma trajetória artística, como a produção de um evento, plataformas digitais e suas especificidades, dicas de posicionamento no mercado e na mídia, utilizando como cases o Sofá na Rua de Pelotas; o Morrostock e suas ações sustentáveis, curadoria e comunicação em Sta. Maria e, por fim, o Pavilhão Ecossustentável da Cultura Hip Hop na Restinga, em Porto Alegre, e sua trajetória até se transformar em um espaço cultural de referência.
Para além desta etapa de qualificação, os grupos e artistas selecionados apresentaram shows em Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre, vivenciando, na prática, o que aprenderam nas mentorias. Gabi Lamas (São Lourenço do Sul), Batuca na Bituca (Taquara), Zilladxg e A Virgo (Novo Hamburgo), Leu Kalunga e Freak Brotherz (Pelotas), Jalile e Camila Balbueno (Porto Alegre), Chá de Broders (Santa Maria), Sotaques de Fronteira (Santana do Livramento), Rap Pampa Crew e Código Penal (Uruguaiana, Sapucaia do Sul), Supervão e Miri Brock (São Leopoldo, Santa Maria) participaram do Som do RS 2025/2026 e irão para a imersão final em São Paulo, fechando o projeto. Lá realizarão workshop com a Fabiana Lian da Onestage Lab e oficinas com Pablo Capilé (Mídia Ninja e Fora do Eixo), com a banda Banda Flor Et, para estudo de caso da própria banda, e oficina com Gilmar Dantas, do Festival Suíça Baiana, de Feira de Santana. Dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro todas as bandas se apresentam a partir das 16h.
O projeto foi aprovado na categoria Redes da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) estadual e contou com investimento de R$ 300 mil, recurso que financiou todas as etapas do Som do RS, incluindo formação, circulação das bandas, pagamento de cachês, ações formativas, logística, equipe técnica e iniciativas de acessibilidade.
Para a coordenadora do escritório estadual do Ministério da Cultura no Rio Grande do Sul, Mariana Martinez, a Política Nacional Aldir Blanc é essencial para desenvolver o ecossistema da música do estado e conectá-lo com o restante do país. “É de extrema importância que esta política pública chegue em projetos como o Som do RS, que constitui a formação de uma rede que capacita artistas, fortalece festivais e garante a circulação de bandas gaúchas. É a Aldir Blanc sendo plataforma para conectar a música feita do sul do mundo com todo o Brasil e a América Latina”, afirma.
Segundo Paulo Zé Barcellos, produtor cultural, coordenador do Som do RS e do Festival Morrostock, o recurso foi determinante para a realização da iniciativa. “Graças ao prêmio de R$ 300 mil, conseguimos viabilizar todo o projeto, que está pagando cachês, oficinas, workshops, imersões, viagens, alimentação, estadia, equipe técnica e ações acessíveis como placas em Libras. Foram mais de 400 bandas inscritas, mais de 300 participaram das formações e conseguimos expandir além das entregas obrigatórias, criando playlists com horas de música e centenas de compartilhamentos. Se não fosse esse projeto, nada disso existiria — ele tem animado a cena independente do Rio Grande do Sul e ajudado a pensar novas ideias e novos caminhos, especialmente após a enchente”, destaca.
Serviço:
SOM DO RS
Nave Coletiva – Mídia Ninja
31 de janeiro, a partir das 16h
Supervão
Miri Brock
Freak Brotherz
Leu Kalunga
ZillaDXG
A Virgo
Sotaques de Fronteira
1º de fevereiro, a partir das 16h
Gabi Lamas
Código Penal
Rap Pampa Crew
Chá de Broders
Batuca na Bituca
Jalile
Camila Balbueno
Rede do projeto: https://www.instagram.com/som_do_rs/