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CENTRO-OESTE
Rumo à 6ª Teia Nacional, Mato Grosso do Sul realiza encontro estadual da rede dos pontos de cultura
Foto: Mauro Bertonie Dias - Moinho Cultural
Nos dias 30 e 31 de janeiro, o Pontão Moinho Cultural, localizado em Corumbá (MS), se tornou território de encontro e troca de saberes entre pontos de cultura de várias regiões do estado, ao sediar a programação da II Teia do Mato Grosso do Sul. Junto com representantes do poder público, os fazedores de cultura debateram caminhos para fortalecer a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e as contribuições do setor para uma sociedade justa e sustentável. O evento integra o calendário preparatório para a 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática, que será realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) entre os dias 24 e 29 de março, em Aracruz (ES).
“Em nome do Estado brasileiro, do presidente Lula e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, agradeço a cada um e cada uma que promove no território do Mato Grosso do Sul o acesso da população aos bens e serviços culturais, a cidadania, a democracia, a soberania do nosso país, porque a Política Nacional Cultura Viva é o reconhecimento e a potencialização de quem faz da diversidade cultural a nossa principal riqueza e a nossa principal força”, destacou o diretor da PNCV, João Pontes, na abertura do evento.
Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o evento representou uma oportunidade de olhar para a diversidade cultural do estado. “O que a gente fez aqui foi trazer a base e a essência da nossa cultura para a discussão. Como serão os investimentos, como a gente consegue colocar a política pública e implementá-la. Então, nada melhor do que estar em um ponto de cultura, debatendo cultura e selecionando os delegados que irão nos representar no Espírito Santo, na etapa nacional”.
A escolha de Corumbá como sede do evento dialoga principalmente com o tema central do debate: justiça climática. Situada no coração do Pantanal, a cidade simboliza a riqueza da biodiversidade, mas também os impactos diretos das mudanças climáticas, como secas extremas, incêndios e alterações no regime das águas.
A diretora-executiva do Moinho Cultural, Mônica Macedo, celebra a realização do evento. “Somos ponto de cultura desde 2005, participamos de todas as teias que aconteceram. Trazer a Teia Estadual para Corumbá, para o Moinho Cultural, foi um motivo de orgulho. Encerramos com um grande cortejo, saindo do Moinho Cultural até a Prainha, em um momento muito especial de comemoração, de festividade e de gratificação com a população da cidade”.
Para Eldo Moro, presidente da Gibiteca Mais Cultura, foi um momento de revitalizar a cultura de base comunitária do estado, a cultura popular brasileira, e principalmente as pessoas fazedoras de cultura. “A cultura é viva, a cultura é educação, a cultura é saúde, a cultura é empreender. E este momento é o marco de transformação e fomento da cultura brasileira. A gente está discutindo, implementando, aprimorando as políticas públicas de cultura do nosso país. Contribuir com esse momento é de extrema importância”, completou.
O evento foi promovido pela Fundação de Cultura de MS e pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, com a correalização dos Pontões e Pontos de Cultura de Mato Grosso do Sul, sob coordenação do Pontão de Cultura Instituto Moinho Cultural Sul-Americano. Teve ainda o apoio das prefeituras de Corumbá e Ladário e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Edital
Mato Grosso do Sul conta com uma rede formada por 113 pontos de cultura, distribuídos em 33 municípios. O valor destinado da Política Nacional Aldir Blanc para fortalecer a PNCV no estado e nos municípios totalizou R$ 6.493.448,37.
Durante a realização da Teia, foi lançado um edital executado com esses recursos federais. No total, serão selecionados 11 pontos de cultura para realizar projetos de 12 meses. Cada entidade receberá R$ 90 mil, somando R$ 990 mil em investimentos diretos na cultura de base comunitária em todo o estado.
É uma oportunidade para pontos de cultura certificados no estado pelo Ministério da Cultura, com CNPJ e atuação cultural comprovada. As propostas devem contemplar áreas como cultura e educação, memória, patrimônio, juventude, literatura, meio ambiente, economia criativa, culturas populares, indígenas, de matriz africana, Hip-Hop, cultura urbana, gênero, diversidade, acessibilidade e direitos humanos, refletindo a diversidade que caracteriza a cultura sul-mato-grossense.
Coordenado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o edital prevê a reserva de 25% das vagas para pessoas negras, 10% para pessoas indígenas e 5% para pessoas com deficiência, além de priorizar a desconcentração dos recursos para periferias, territórios indígenas, quilombolas, áreas rurais e regiões com menor histórico de acesso às políticas culturais.
As inscrições podem ser feitas entre 5 de fevereiro a 9 de março de 2026, pela plataforma Prosas (https://editaisms.prosas.com.br).
