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REGIÃO SUL
Rede de Pontos e Pontões de Cultura de Santa Catarina realiza o 4º Fórum Estadual em Florianópolis
Fernanda Peres / ASCOM FCC
O 4º Fórum Estadual dos Pontos de Cultura de Santa Catarina terminou nesta quarta-feira (25/02), em Florianópolis, com crianças no palco e um Boi Brincante no meio da roda, encerrando os dois dias de apresentações artísticas, conversas e discussões de propostas para a 6ª Teia Nacional - Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento será realizado de 24 a 29 de março na cidade de Aracruz, no Espírito Santo.
Espaço de encontro, escuta, construção coletiva e articulação da Rede Cultura Viva no estado, o fórum foi organizado pela Comissão Estadual e a Rede de Pontos e Pontões de Cultura do estado, com o apoio da Fundação Catarinense de Cultura e do Ministério da Cultura (MinC). As atividades ocorreram no Centro Integrado de Cultura (CIC) da capital catarinense, nos dias 24 e 25.
“Santa Catarina é um estado muito importante e estratégico na rede nacional da Cultura Viva”, comentou o diretor da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), João Pontes. “É um estado muito diverso, plural, com diferentes histórias, características e formações, e uma rede muito potente. Uma rede que hoje já passa de 500 pontos de cultura e que tem contribuído de forma muito importante para a afirmação da diversidade, da democracia, dos direitos culturais, da cidadania, da soberania nos seus territórios, nas suas comunidades”.
João Pontes participou da mesa de abertura do fórum ao lado de Leandro Anton, coordenador-geral de articulação da Cultura Viva no Ministério da Cultura; Maria Teresinha Debatin, presidente da Fundação Catarinense de Cultura; Luciane Carminatti, deputada estadual, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina; Leila Lopes, representante da Comissão Nacional de Pontos de Cultura e do Pontão de Gênero; Letícia Helena e Iara Odila Nunes Costa, representantes da Comissão Estadual de Pontos de Cultura de Santa Catarina e da Comissão Organizadora do 4º Fórum.
Letícia Helena abriu a programação lembrando que a PNCV, instituída pela Lei nº 13.018, de 2014, nasce do reconhecimento de que a cultura viva está nos territórios, e não apenas nos grandes centros ou nas estruturas formais. “Ela pulsa nas comunidades, nas periferias, nos grupos tradicionais, nos coletivos, nas associações, nos quilombos, nas aldeias, nos bairros, nas ocupações. Ela vive em cada ponto e pontão de cultura, que resiste, cria, educa, transforma e cuida”, destacou.
“Não medimos esforços para que este encontro acontecesse. Foram muitas reuniões, articulações, diálogos, busca de apoio, organização e mobilização de rede. Cada detalhe foi pensado com compromisso e responsabilidade, porque acreditamos que a rede precisa se fortalecer coletivamente”, emendou Iara Odila.
Depois da leitura e aprovação do regimento interno do fórum, conduzida por representantes da Comissão Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura, Leandro Anton, João Pontes e Leila Lopes voltaram ao palco do Teatro Ademir Rosa mais uma vez durante a tarde para a roda de conversa “Rumo à Teia Nacional”.
Em sua intervenção, João Pontes reafirmou a importância da gestão compartilhada e participativa na Cultura Viva, enfatizando a interlocução estratégica com a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, com as comissões e fóruns estaduais e municipais, e com as redes temáticas. Também comentou a realização de fóruns nas 27 unidades da federação. “Esta é uma das grandes vitórias já consolidadas e garantidas da Teia 2026: ter realizado encontros em todos os 26 estados e o Distrito Federal”, celebrou.
Segundo ele, a Teia Nacional será um grande momento de avaliação e balanço dos três anos de recriação do Ministério da Cultura, dos três anos da gestão do presidente Lula e da ministra Margareth Menezes, e também um momento para apontar o futuro para a Cultura Viva e os desafios para os próximos dez anos.
Também fizeram parte das atividades as apresentações de “Equilíbrio em movimento”, de Netuno Circus & Circo Quinoa; “O menor circo da Terra”, da Companhia Circo-Íris; “Rap – Racismo estrutural”, do Pontão Cria; “Retratos do Século XXI – advertência!”, do Ponto de Cultura Jacatirão Café e Arte, e da bateria do bloco Baiacu de Alguém, do Ponto Pescadores de Cultura.
Cultura Infância
A manhã da quarta-feira foi dedicada especialmente ao tema “Cultura Infância” e as plenárias divididas pelos três eixos temáticos propostos para 6ª Teia: Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos; Governança da Política Nacional de Cultura Viva; Cultura Viva, trabalho e sustentabilidade da criação artística.
O segundo dia da programação contou, ainda, com apresentações artísticas de Pontos de Cultura (Escola Cultural Casa Árvore, Nossa Maloca), a roda de conversa “Entre Pontos Catarina, pela Justiça Climática”, uma oficina de certificação de Pontos de Cultura e a eleição de delegados e delegadas para o 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, que será realizado durante a 6ª Teia, no Espírito Santo.
Após a plenária final, com a aprovação das propostas para 5º Fórum Nacional, o encerramento ficou por conta do Boi Brincante: Bois de mamão dos Pontos de Cultura Arreda Boi, Boi do Porto, Quero ver meu Boi Brincar, Boi Criança e convidados.