Notícias
ESPÍRITO SANTO
Pontos de Cultura e Agentes Jovens são temas inaugurais da programação da Teia 2026
Foto: Juliana Uepa/ MinC
Aracruz, no Espírito Santo, foi palco do 3º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura: redes de base comunitária pela Cidadania Climática e do 1º Encontro Nacional de Agentes Jovens Cultura Viva: pulsando com os territórios para o bem viver na manhã desta terça-feira (19). As atividades integram a programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultuta, que reuniu representantes do Ministério da Cultura (MinC), da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, Pontões temáticos, agentes jovens e lideranças culturais de diferentes territórios do país.
Com mediação de Damiana Campos, consultora Unesco para Cultura Viva, o 3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura foi apresentado como um espaço de articulação, escuta e formulação de diretrizes para os próximos anos da PNCV, com foco na cidadania climática, na democracia cultural e no fortalecimento da atuação em rede.
Iara da Costa Zannon, coordenadora-geral de Parcerias da Cultura Viva, ressaltou o reconhecimento, por parte do Estado, do trabalho desenvolvido pelos agentes e Pontões em todo o Brasil. Walter Cedro também destacou a importância dessas redes para a chegada da política pública aos territórios. “Os Pontões de Cultura são fundamentais para chegarmos aos territórios. Precisamos dar continuidade ao programa dos Agentes Cultura Viva, porque é por meio deles que chegamos a todas as regiões, inclusive às mais difíceis do Brasil”, afirmou. Em outro momento, sintetizou a diversidade da rede: “Cultura Viva é isso, é misturança”.
Leandro Anton, coordenador-geral de Articulação da Cultura Viva, chamou a atenção para o processo de preparação da Teia em Aracruz e arredores, realizado junto a redes culturais, aldeias indígenas e Pontos de Cultura da região. Segundo ele, a mobilização envolveu cerca de 30 Pontos de Cultura e contou com a atuação de Agentes Cultura Viva na preparação do evento.
Última a falar, Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, reforçou a Cultura Viva como uma política inclusiva, de conexão e de futuro. “Tenho muita fé que, com esses Pontos e Pontões de Cultura, expandimos a Cultura Viva para todos os municípios e conseguimos alcançar essa meta que está no Plano de Cultura”, afirmou. Para ela, a política pública é construída por camadas, e a Cultura Viva ocupa um lugar estratégico nesse processo. “Cultura Viva é uma política inclusiva, que busca o direito de cada um. É valorizar esse ativo com a luz para o novo mundo, em que saímos do ter para o ser. A cultura é o início desse processo”, destacou.
Pedro Inatobi Neto, coordenador-Geral de Articulação de Políticas para as Culturas Tradicionais e Populares também compôs a mesa.
Cultura e Juventude
No período da tarde, os Agentes Jovens Cultura Viva participaram de uma roda de apresentação e troca de experiências sobre suas trajetórias nos territórios. A atividade, mediada por Luís Augusto Rodrigues, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), e pela professora Débora Rebello Lima, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reuniu jovens de diferentes regiões em torno de debates sobre vivências locais, acessibilidade, participação social e construção de políticas públicas a partir dos territórios.
Entre os relatos, destacou-se a fala de Henrique Miranda, Agente Jovem Cultura Viva de São Paulo, jovem surdo ligado ao Projeto Meninos e Meninas de Rua, de São Bernardo do Campo. Em sua participação, ele falou sobre a importância da acessibilidade para garantir a presença de pessoas surdas em espaços culturais e fortalecer a integração de diferentes comunidades nas redes da Cultura Viva. A roda também reforçou a dimensão formativa do encontro, marcada pela escuta e pela troca entre jovens de diferentes realidades. Como sintetizou um dos participantes, “cultura é entender outros locais, outras falas”.
Teia Nacional
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.
O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

