Notícias
FOMENTO
No Rio Grande do Norte, primeiro bloco de editais do Ciclo 2 da Aldir Blanc tem inscrições até 27 de janeiro
O Rio Grande do Norte lançou a primeira série de editais do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Estão abertas até 27 de janeiro as inscrições para o Bloco I – Premiação, primeiro de um total de cinco que integram o cronograma de 2026. Serão oferecidas 381 vagas e o investimento é de R$ 6.079.000,00 para o reconhecimento de trajetórias e iniciativas artísticas.
“A Política Nacional Aldir Blanc tem um papel central na desterritorialização do acesso às políticas culturais ao romper com a concentração histórica de recursos e oportunidades em poucos centros. No Rio Grande do Norte, essa política permitiu que a cultura circulasse entre municípios, comunidades, regiões e pessoas diversas, alcançando territórios que por muito tempo ficaram à margem dos investimentos públicos”, destaca a coordenadora substituta do Escritório Estadual do Ministério da Cultura (MinC) no Rio Grande do Norte, Lívia Cirne.
Ela ressalta que a Aldir Blanc contribui de forma decisiva para o resgate e a manutenção da memória cultural potiguar. “É uma política que descentraliza recursos, potencializa os territórios e amplia o acesso às políticas culturais no Brasil. No segundo ciclo, reforçamos a expectativa da continuidade desse processo, e é fundamental que trabalhadoras e trabalhadores da cultura participem, fortalecendo ainda mais a cultura do Rio Grande do Norte”, frisa.
Editais
O Bloco I foca na valorização e premiação de trajetórias e ações culturais realizadas anteriormente no Rio Grande do Norte. Confira os editais:
Trajetórias Artísticas e Culturais: reconhecimento da contribuição à memória e identidade potiguar.
Culturas Tradicionais e Populares: voltado para artesanato, capoeira, movimentos juninos e de carnaval.
Circos Itinerantes Tradicionais: premiação específica para circos itinerantes tradicionais.
Cultura Urbana e Periférica: premia ações realizadas anteriormente em contextos urbanos e periféricos.
Cultura Cigana: premia ações que valorizam os conhecimentos e práticas culturais tradicionais ciganas.
Cultura de Povos de Terreiro de Matriz Afro-ameríndia: premia ações que valorizam os conhecimentos e práticas culturais dos Povos de Terreiro de Matriz Afro-ameríndia.
Cultura Indígena: premia ações que valorizem os conhecimentos e práticas culturais tradicionais dos povos indígenas do Rio Grande do Norte.
Cultura Quilombola: premia iniciativas que valorizem os conhecimentos e práticas culturais tradicionais dos povos quilombolas do Rio Grande do Norte.
Inscrições
Os interessados podem se inscrever pela plataforma Mais Cultura RN. Acesse: maiscultura.rn.gov.br > “Editais” > “Editais PNAB”
Para dúvidas sobre Editais do Bloco I, entre em contato pelo e-mail pnabrnpremiacao@secult.rn.gov.br ou pelo WhatsApp: 84 98614-4427. O atendimento é realizado em dias úteis, das 09h às 17h.
A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte (Secult – RN) também disponibiliza atendimento presencial, realizado no Complexo Cultural Rampa, em dias úteis, das 9h às 17h. O atendimento presencial pode ser agendado previamente, via Whatsapp.
Escuta
Para a elaboração desta etapa de editais do Ciclo 2, a Secult-RN promoveu, em 2025, escuta pública que teve 20 reuniões on-line, com participação de 640 agentes culturais. Houve ainda devolutiva com a apresentação das propostas dos Editais. A sociedade colaborou por meio do preenchimento de formulário on-line.
O aporte inicial destinado ao Ciclo 2 da Aldir Blanc no Rio Grande do Norte é de R$ 25.145.235,26. O valor abrange, além dos editais, atividades estruturantes e ações de formação e requalificação de equipamentos culturais.
Ciclo 1
No Ciclo 1, o Rio Grande do Norte recebeu repasse de R$ 23,6 milhões em 2023, registrando mais de 5 mil inscrições e contemplando 1.130 agentes culturais.
“No primeiro ciclo, tivemos a adesão de 100% dos municípios, o que demonstra a força dessa política e sua capacidade de chegar a todo o estado. Esse alcance se traduz no fortalecimento da cultura local, na circulação dos saberes, no reconhecimento de artistas que muitas vezes não têm espaço para se apresentar ou para viver da própria arte, sobretudo no interior”, acrescenta Lívia Cirne.