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ECONOMIA CRIATIVA
MinC realiza edição regional do Fórum Brasil Criativo em Porto Alegre
Foto: Rossano de Freitas/Instituto BR
O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Economia Criativa (SEC), realizou nos dias 31 de março e 1º de abril, em Porto Alegre (RS), a edição regional do Fórum Brasil Criativo – Região Sul, em conjunto com o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa.
O encontro reuniu agentes culturais, gestores públicos, pesquisadores e empreendedores da Região Sul em uma programação voltada ao fortalecimento das políticas públicas e ao desenvolvimento da economia criativa no país. A iniciativa contou com a parceria do Sebrae e organização do Instituto BR, em articulação com a secretaria estadual de cultura do Rio Grande do Sul e a Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
Ao longo de dois dias, a programação combinou atividades formativas, debates estratégicos e momentos de construção coletiva. A abertura contou com intervenção artístico-cultural e a participação de representantes do governo do estado, da prefeitura de Porto Alegre, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), do Sebrae e do Ministério da Cultura.
Na sequência, o professor doutor Cristiano Max conduziu a palestra de abertura sobre ecossistemas culturais e criativos, com foco em territórios, redes e governança. A atividade foi mediada pela secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, que destacou a importância de ampliar a compreensão sobre o papel do setor no desenvolvimento do país.
Segundo a secretária, é fundamental ressignificar o lugar da economia no campo cultural. “Não dá para falar de cultura sem falar de economia. A economia criativa é a economia do bem viver e representa uma nova proposta de desenvolvimento para o país”, afirmou.
Ela também ressaltou os desafios para a consolidação de um marco legal e destacou o Fórum como parte de um processo nacional de mobilização. “Contamos com essa caminhada pelo Brasil para aprofundar o entendimento sobre a economia criativa e ampliar o letramento de artistas e profissionais sobre o seu significado e potencial”, pontuou.
No período da tarde, mesas temáticas aprofundaram discussões sobre políticas públicas, sustentabilidade dos negócios criativos, governança cultural e os impactos da reforma tributária no setor. Os debates evidenciaram a importância da articulação entre diferentes esferas de governo, do fortalecimento de redes e da participação social.
Escuta ativa e construção coletiva
No segundo dia, a programação foi dedicada à Oficina Brasil Criativo, espaço de escuta ativa voltado à construção do Plano Nacional de Economia Criativa. Organizados em grupos, os participantes contribuíram com propostas estruturadas em eixos como formação, inclusão socioprodutiva, financiamento, marcos legais, inovação, mercados, territórios criativos e diversidade cultural.
Durante a tarde, os participantes elaboraram coletivamente a Carta da Região Sul, com diretrizes e recomendações para o fortalecimento do setor. A agenda incluiu ainda visitas técnicas a iniciativas locais, como o Museu da Cultura Hip-Hop — o primeiro da América Latina — e a escola de samba Imperadores do Samba, proporcionando uma imersão nas dinâmicas da economia criativa no território.