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MOBILIZAÇÃO
MinC fortalece articulação territorial para a 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática no Espírito Santo
Foto MinC
O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), realizou uma série de agendas estratégicas no Espírito Santo, entre os dias 21 e 27 de março, com foco na articulação territorial e mobilização para a 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática. Ao longo do período, a equipe percorreu os municípios de Aracruz e Serra e promoveu encontros, visitas e ações de fortalecimento da rede Cultura Viva no território.
A agenda teve início com a participação na celebração da certificação do tombamento federal do Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado, na Serra (ES), marco importante da memória e resistência negra no Brasil. O local é símbolo da Insurreição de Queimado, movimento protagonizado por pessoas escravizadas no século XIX na luta por liberdade, e segue como referência histórica e cultural para o país.
Articulação institucional
Na sequência, a equipe da SCDC integrou reuniões do Grupo de Trabalho Local e da Comissão Organizadora da Teia, em articulação com instituições como a Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult/ES), o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e o Sesc. Os encontros tiveram como objetivo alinhar estratégias, fortalecer parcerias e avançar na construção coletiva da programação do evento.
Em Aracruz, a agenda incluiu reunião com a Prefeitura e secretarias municipais, além de representantes de Pontos de Cultura, coletivos e grupos culturais. O diálogo reforçou o papel da política Cultura Viva como ferramenta de valorização das iniciativas comunitárias e de promoção da diversidade cultural nos territórios.
Ativação nos territórios
Outro destaque da programação foi a ativação dos territórios para a 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática, com visitas e escutas junto a comunidades indígenas, quilombolas e grupos de culturas tradicionais e populares. No diálogo com lideranças indígenas, a equipe esteve nas aldeias de Caieiras Velha, Três Palmeiras, Comboios, Córrego do Ouro e Nova Esperança, onde também participou de reunião com a comissão de caciques, promovendo alinhamentos e fortalecendo a participação dos povos originários na construção do encontro.
Também foram realizadas trocas nos quilombos de Povoação, Degredo e São Pedro, ampliando vínculos com mestres, lideranças e fazedores de cultura locais, em um processo de mobilização e articulação direta para a Teia.
“A ativação nos territórios é fundamental para que a Teia aconteça de forma conectada com quem faz a cultura no dia a dia. Esse processo de escuta e alinhamento permite ajustar expectativas, ampliar a participação e garantir que o encontro represente, de fato, a diversidade e a força das comunidades”, destacou Tião Soares, diretor de Promoção das Culturas Populares do MinC.
“Identificamos a necessidade de fortalecer a comunicação e o alinhamento com as comunidades sobre o papel da Teia e dos agentes Cultura Viva. Ao mesmo tempo, vimos experiências muito bem estruturadas, que mostram o potencial dos territórios quando há articulação e apoio contínuo”, completou o diretor.
“A ida às aldeias reafirma um fundamento estruturante da política cultural: a centralidade da escuta qualificada, da participação ativa e da territorialização das ações. Ao integrar justiça climática, cultura de base comunitária e ativação de territórios, o processo consolida o protagonismo indígena como eixo de formulação e decisão. Destaca-se, nesse contexto, o papel estratégico dos jovens indígenas, que emergem como sujeitos políticos e criadores, em diálogo com ações formativas desenvolvidas em parceria com o IFES, conectando saberes tradicionais, inovação e futuro”, afirmou Karina Miranda da Gama, da Diretoria de Promoção da Diversidade Cultural.
Cultura, clima e futuro
A equipe também participou do lançamento do Corredor da Biodiversidade de Aracruz, iniciativa que dialoga com temas como sustentabilidade, preservação ambiental e justiça climática, pautas que atravessam as discussões contemporâneas da cultura e que estarão presentes na Teia.
Próximos passos
A agenda terminou com uma reunião de alinhamento com o IFES, consolidando parcerias e encaminhamentos para a realização da 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática, que reunirá representantes de todo o país em um grande encontro de celebração, formação e articulação das redes culturais.
“A Teia é um espaço de encontro, construção coletiva e reconhecimento das diversas formas de fazer cultura no Brasil. Por isso, esse trabalho nos territórios é essencial para garantir que o evento seja representativo, diverso e conectado com as realidades locais”, afirmou Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.
As ações reafirmam o compromisso do MinC com a escuta ativa, o reconhecimento das diversidades e o fortalecimento das políticas públicas de base comunitária, construídas junto com quem faz a cultura acontecer nos territórios.