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Comitiva do MinC visita equipamentos culturais em Belo Horizonte
Foto: Divulgação
Uma comitiva do Ministério da Cultura (MinC) visitou, na segunda-feira (27), em Minas Gerais, a rede de equipamentos culturais de Belo Horizonte. A iniciativa buscou aproximar a gestão federal da experiência municipal, permitindo conhecer de perto o modelo adotado na capital mineira.
O grupo passou pelos centros culturais São Geraldo e Vila Fátima, pelo Cine Santa Tereza e pelo Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (Nufac). A rede de equipamentos culturais é gerida pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC).
A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais (SEEC) do MinC, Cecília Sá, destaca a diversidade da rede descentralizada de Belo Horizonte e o modelo de gestão compartilhada com a comunidade. “A PBH acumula décadas de experiência nesse arranjo entre poder público, comunidade e organizações da sociedade civil. Viemos conhecer esses espaços e aprender com essa experiência participativa, já consolidada”, observa.
Entre as 34 unidades culturais que compõem a rede atualmente, estão bibliotecas, centros culturais, centros de referência, arquivo público, cinema, museus e teatros, distribuídas por todas as regionais do município de Belo Horizonte. A cidade de Belo Horizonte conta também com dois CEUs das artes que integram a rede Territórios da Cultura, capitaneadas pela Subsecretária de Espaços e Equipamentos da Cultura.
A visita também teve como objetivo fortalecer a interlocução entre as esferas de governo. “A ideia é entender se as diretrizes da política cultural estabelecidas pelo governo federal estão alinhadas às dinâmicas municipalistas. Isso garante continuidade, aprofundamento e ampliação de uma relação territorial que acontece na base. Ao conhecer nossos equipamentos, é possível observar como a arte e a cultura se manifestam nesses espaços e como podemos ampliar esse alcance diante da complexidade e da potência desse sistema”, explica a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.
MinC Destaca programas de Infraestrutura cultural
Durante a visita, Cecília Sá apresentou uma série de projetos que estão sendo elaborados no intuito de fortalecer o trabalho que vem sendo desenvolvido nos munícipios. Infracultura, Cultura Por toda parte e MovCEU flutuante são alguns dos projetos com foco na democratização do acesso aos equipamentos culturais em todo o país.
Um dos locais também visitados pela comitiva foi o Centro Cultural Lá da Favelinha, uma organização artística-cultural localizada na Vila Novo São Lucas, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, que desenvolve ações de educação, cultura e desenvolvimento humano, sobretudo para crianças e jovens da comunidade. A organização tem uma atuação importante no território com projetos que fazem a relação entre cultura e natureza, pensando a sustentabilidade e melhoria na qualidade de vida das pessoas.
Reforçando a prioridade do Governo do Brasil em fomentar a cultura nas periferias e territórios populares, a subsecretaria Cecília Sá falou sobre o Projeto Territórios Verdes, que pretende promover ações de melhorias nos equipamentos culturais a partir dos Soluções Baseadas a Natureza. Já o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção, pontuou os programas que vêm sendo desenvolvidos pela Sefli, como a integração das bibliotecas comunitárias ao SNBC para que possam receber livros do programa Nacional do Livro didático (PNLD) e a articulação junto à Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) para o chamamento dos Pontos de Cultura com biblioteca e para que bibliotecas se tornem pontos de cultura. 
A coordenadora de Produção do Centro Cultural Lá da Favelinha, Ester Teixeira, comentou sobre a importância de estar integrada a outras ações desenvolvidas pelo poder público. “Ações e programas como estes só fortalecem as ações que a gente vem fazendo dentro da comunidade. Projetos como o nosso vem atuando desde o centro da periferia, criando soluções criativas a partir das produções que relacionam cultura e natureza, oficinas em diversas áreas artísticas e incentivo à leitura”.
Rede de bibliotecas de BH inspira políticas nacionais
As bibliotecas públicas municipais que integram a rede da Fundação Municipal de Cultura também estiveram entre os temas abordados durante a agenda, evidenciando o papel desses espaços na política cultural de Belo Horizonte.
Jéferson Assumção destaca a necessidade de garantir equipamentos culturais nos territórios que mais precisam, com acervos atualizados e ações conectadas à população. Segundo ele, o dinamismo e a articulação da rede em Belo Horizonte se destacam como referência e inspiram iniciativas semelhantes em todo o país. “A rede de bibliotecas públicas da Fundação Municipal de Cultura é referência há muito tempo pela qualidade, pela quantidade de equipamentos no território e pela articulação em rede. Também é possível perceber que são espaços com programação, atividades e atuação na comunidade, o que é essencial”, afirma Assumção.
Com 22 bibliotecas distribuídas por todas as regiões da capital, a rede oferece acesso gratuito a um acervo integrado de cerca de 202 mil livros. Integram o sistema a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil (BPIJ-BH), bibliotecas dos centros culturais e unidades em espaços como o Museu da Moda, o Cine Santa Tereza, o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado e a Escola Livre de Artes Arena da Cultura. O atendimento é integrado, permitindo reservar obras, retirar livros em uma unidade e devolvê-los em outra. O acervo pode ser consultado online, e o empréstimo é feito mediante cadastro gratuito.
* com informações da Ascom da PBH