Reunidos em Belém/PA, durante o Fórum Brasil Criativo – Região Norte, com o tema “Panorama das Políticas Públicas de Cultura e Economia Criativa”, agentes culturais e criativos, representantes do poder público, da sociedade civil, de universidades, redes, coletivos, empreendedoras e empreendedores, produtoras e produtores, pesquisadoras e pesquisadores, educadoras e educadores participaram de um processo amplo de escuta, diálogo e construção coletiva.
Como resultado desse encontro, foi elaborada uma carta que convoca o Brasil a reconhecer a urgência de colocar a cultura e a criatividade no centro do projeto de desenvolvimento nacional, reafirmando a necessidade de institucionalização da Política Nacional de Economia Criativa — Brasil Criativo, como marco estruturante para garantir continuidade, coordenação e efetividade às ações no setor. O documento apresenta contribuições ao fortalecimento das estratégias e políticas públicas de Cultura e Economia Criativa, a partir das realidades, potências e desafios da Região Norte/Amazônia.
A carta destaca que, em um contexto de transformações tecnológicas, desafios ambientais e reconfigurações do mundo do trabalho, a Economia Criativa se afirma como campo estratégico para articular cultura, inovação e desenvolvimento sustentável, especialmente quando enraizada nos territórios. Ressalta, ainda, a singularidade da região amazônica, marcada pela confluência entre tradição e reinvenção, e a centralidade da biodiversidade, dos saberes ancestrais e do protagonismo de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, litorâneos e demais povos e comunidades tradicionais, bem como os desafios específicos do chamado fator amazônico.