Estudo da economia de escala do setor de telecomunicações móveis do Brasil pós-privatizações

VENDRUSCOLO, Maria Ivanice; AlVES, Tiago Wickstrom. Estudo da economia de escala do setor de telecomunicações móveis do Brasil pós-privatizações. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, v. 20, n. 49, p. 63-78, 2009. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rcf/article/view/34282. Acesso em: 22 out. 2024.

Publicado em 22/10/2024 15:23Modificado em 10/04/2025 15:09
Compartilhe:

Tipo de material: Artigo de periódico online - Português 

Autoria:

  1. Vendruscolo, Maria Ivanice
  2. Alves, Tiago Wickstrom

Resumo: O setor de telecomunicações passou por significativas transformações estruturais, inovações tecnológicas e mudanças nos processos regulatórios nas últimas décadas, em nível mundial. A telefonia móvel brasileira seguiu a mesma tendência, desenvolvendo uma complexa estrutura oligopolista após a quebra do monopólio estatal. Inicialmente, com a abertura do mercado, foi adotada uma estrutura na qual a competição se dava entre operadoras de Banda A e B. Num segundo momento, com o cumprimento das metas de universalização, previstas pelo novo modelo de telecomunicações brasileiro, a concorrência entre as operadoras foi intensificada, com a entrada das operadoras de Banda D e E. Dadas as mudanças ocorridas na estrutura de mercado do setor de telefonia brasileiro, no período pós-privatizações, este estudo teve por objetivo verificar se as operadoras de telefonia móvel brasileiras estavam usufruindo economias de escala por meio da análise da função de custo polinomial e das curvas de custos. A pesquisa foi de natureza aplicada do tipo documental, utilizando o método estatístico de mínimos quadrados com um modelo para dados em painel. Os resultados estimados da função de custos para o setor revelaram que a produção com base no número de clientes apresentou retornos crescentes e decrescentes de produção, evidenciando a existência de economias de escala no setor. Entretanto, o setor encontrava-se com um número excessivo de empresas, dada a demanda do mercado para que as empresas de telefonia móvel brasileiras pudessem usufruir os benefícios dos ganhos de escala.

Acessar a publicação

Compartilhe: