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REGULAÇÃO E INOVAÇÃO
Laboratório de Inovação da Anatel, premiado internacionalmente, ganha destaque em encontro da Aneel
Experiência do laboratório foi apresentada no III CONFIA), que ocorreu no Mato Grosso
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresentou, durante o III Congresso Nacional de Fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (CONFIA), realizado de 25 a 29 de maio de 2026 em Cuiabá, a experiência do seu Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes aplicado à atividade de fiscalização. A iniciativa ganhou grande destaque recentemente ao ser vencedora do prestigiado prêmio internacional WSIS Prizes 2026, organizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), na categoria Enabling Environment.
O Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes integra a estratégia de transformação digital da Anatel e tem como objetivo desenvolver e aplicar soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da fiscalização no setor de telecomunicações. A iniciativa tem origem em projeto idealizado pelo conselheiro da agência reguladora de telecomunicações Alexandre Freire, a partir de estudos desenvolvidos em seu pós-doutorado na Alemanha sobre o uso de tecnologias emergentes no fortalecimento da atuação regulatória do Estado e no combate à pirataria.
Freire destacou o reconhecimento global e o impacto concreto da iniciativa para a regulação. "A conquista do WSIS Prizes 2026 chancela o protagonismo internacional do Brasil na construção de um ecossistema digital mais seguro e resiliente. O Laboratório nasceu da necessidade de dotar o Estado de ferramentas disruptivas capazes de fazer frente à sofisticação das infrações, especialmente no combate à pirataria. Ver essa base acadêmica transformada em uma estrutura operacional de excelência, que agora serve de referência para outras agências reguladoras, consolida o nosso compromisso com uma regulação responsiva, eficiente e voltada ao bem-estar do cidadão", avaliou.
Com foco em inovação aplicada, o Laboratório tem como missão testar, desenvolver e validar soluções baseadas tanto em tecnologias emergentes quanto em métodos consolidados, ampliando a qualidade, a efetividade e o alcance das ações regulatórias da Agência. Na prática, a iniciativa representa um avanço relevante na modernização das atividades fiscalizatórias ao incorporar inteligência de dados que permite uma atuação mais preventiva, ágil e precisa diante de condutas irregulares.
A apresentação do Laboratório no III CONFIA foi conduzida pela superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Fonseca Teles, e contou com o apoio técnico dos especialistas Eric Magalhães Delgado e Maxwel de Souza Freitas. A superintendente ressaltou que "a incorporação de tecnologias e o uso intensivo de dados fortalecem a atuação da fiscalização e ampliam a capacidade da Agência de agir de forma mais preventiva e precisa diante dos novos desafios digitais".
Delgado destacou que "o laboratório permite testar e validar soluções tecnológicas aplicadas à fiscalização, reduzindo incertezas e ampliando a capacidade de atuação baseada em evidências". Complementando a visão técnica de desenvolvimento, Freitas sublinhou o papel da automação na rotina da Agência. "A automatização de processos complexos desenvolvida no Laboratório liberta o corpo técnico para atuações mais estratégicas, reduzindo o tempo dedicado às atividades operacionais de tratamento e preparação de dados e permitindo que esse esforço seja direcionado à análise, interpretação e geração de conhecimento a partir dos próprios dados", informou.
A apresentação ainda abordou o uso de análise de dados, automação e ferramentas digitais para ampliar a capacidade de atuação da fiscalização, reduzir assimetrias de informação e apoiar decisões baseadas em evidências.
O III CONFIA reuniu fiscais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de agências estaduais reguladoras do setor elétrico para alinhar procedimentos, compartilhar experiências e debater as melhores práticas de fiscalização do país. A presença da Anatel no evento da Aneel reforça o compromisso da Anatel com a modernização da fiscalização e com a adoção de modelos orientados por dados, capazes de acompanhar a complexidade tecnológica e a dinâmica do setor de telecomunicações, consolidando o Brasil como referência internacional em inovação regulatória.