Notícias
INCLUSÃO DIGITAL
Anatel inicia visitas em campo para mapear conectividade em áreas desassistidas
O conselheiro Edson Holanda e a superintendente Gesiléa Teles lideraram o mapeamento (Foto: Lucas Bolzan)
Uma equipe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi a campo nesta quinta-feira (5/3) para mapear a qualidade do sinal de celular e planejar a expansão da conectividade, especialmente em áreas mais remotas e de baixa densidade populacional. A ação começou no Distrito Federal e deverá se estender por todo o Brasil.
Com a participação do conselheiro Edson Holanda, técnicos da Agência percorrerão quatro localidades rurais: Comunidade da Torre e Morada dos Pássaros, ambas na Região Administrativa de Brazlândia; Lago Oeste, na Região Administrativa de Sobradinho; e a Região Administrativa da Fercal.
A iniciativa, que utiliza tecnologias de monitoramento remoto e visitas presenciais, tem caráter propositivo e busca estabelecer um diagnóstico preciso para a implementação de melhorias. “A nossa finalidade é fazer um estudo e, posteriormente, trazer uma solução para essas áreas, em comunhão, acordo e diálogo com as operadoras”, destacou Holanda.
O conselheiro ressaltou que o trabalho não possui caráter punitivo em relação às prestadoras, mas foca na busca por alternativas que assegurem, de fato, a infraestrutura de rede necessária para as localidades mais distantes. “A gente tem falado muito que a inclusão digital passa pela inclusão social. Então, o objetivo é democratizar o acesso e entregar inclusão digital às pessoas na maior amplitude possível.”
Sem conectividade
Segundo a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, o objetivo central do estudo é identificar os chamados “buracos de conectividade” em regiões onde a viabilidade econômica para as prestadoras é reduzida, permitindo que a Agência tome decisões administrativas precisas para atender a essa demanda.
“Nós fizemos hoje um drive test, em que entramos em um carro e vamos monitorando a presença do sinal 4G e 5G. Em parte das rotas por onde passamos, o sinal estava presente e, em outros locais, não. E são nesses lugares onde o sinal não está presente que vamos concentrar as ações”, disse a superintendente.
Em duas escolas visitadas pela equipe da Anatel, foram identificados sinais de acesso apenas nas unidades de ensino, enquanto ao redor não há conexão. “Sinal de internet só na escola. É um problema geral”, disse Raquel Batista Fideles, vice-diretora da Escola Classe Polo Agrícola da Torre.
De acordo com Nice Souza, vice-diretora da Escola Classe Sonhém de Cima, no Projeto de Assentamento Contagem, na Fercal, quando o sinal de internet da unidade é interrompido por qualquer intercorrência, os funcionários precisam ir até um morro para fazer, ao menos, uma ligação por celular. “Já vivemos muitas situações assim quando não tem internet na escola de jeito nenhum.”