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Visita técnica promove melhorias na infraestrutura e nas atividades do Observatório Magnético de Tatuoca
Entre os dias 21 e 25 de setembro, o Observatório Nacional (ON) realizou uma visita técnica ao Observatório Magnético de Tatuoca (OMT), em Belém (PA), reunindo ações voltadas ao aprimoramento da infraestrutura, dos procedimentos técnicos, da capacitação da equipe e da gestão das atividades desenvolvidas no observatório. O OMT é uma unidade descentralizada do ON.

A Ilha de Tatuoca vista de vários ângulos, e a lancha própria do ON para chegar até ela. Fotos: ON.
A visita foi realizada a partir de demandas previamente identificadas pela equipe local, sob a coordenação do chefe do OMT, Eng. Alex Geovany da Silva Miranda, especialmente relacionadas ao sistema de fornecimento de energia e a outros aspectos operacionais. A partir dessas solicitações, os especialistas atuaram na busca de soluções e na melhoria das condições de funcionamento da unidade.

- Da esquerda para a direita, o chefe do OMT, Eng. Alex Geovany da Silva Miranda, e o tecnologista do ON, Dr. José Alejandro M. Alfonzo. Foto: ON.
Aprimoramento do sistema de energia
Uma das principais atividades executadas foi a avaliação e realização de testes no sistema de energia fotovoltaica Easy Solar, incluindo sua integração com o gerador do observatório. A ação teve como objetivo aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia e reduzir os riscos de interrupção, especialmente em períodos de baixa insolação, quando há redução da geração fotovoltaica e da capacidade de recarga do banco de baterias.
Também foram realizados testes no sistema de acionamento automático ATS/QTA da Toyama, com simulações de situações de queda ou insuficiência da alimentação principal e acompanhamento das tensões do banco de baterias.
Durante a visita, o tecnologista Dr. José Alejandro M. Alfonzo apresentou uma solução técnica inovadora para automatizar o acionamento do gerador de energia da ilha. Como o sistema original de acionamento automático (ATS) foi projetado para depender de uma rede elétrica convencional (ausente no local), a equipe desenvolveu um quadro elétrico auxiliar inteligente. Esse dispositivo monitora o nível de carga das baterias e, quando necessário, comanda a ativação autônoma do gerador, aumentando a confiabilidade do sistema de energia do OMT.
Capacitação e padronização das medidas absolutas
Outro importante eixo do encontro foi a capacitação da equipe para o aprimoramento das medidas magnéticas absolutas. O chefe do Observatório Magnético de Vassouras (OMV), Alberto Faria dos Santos, conduziu o treinamento dos técnicos de Tatuoca, focado no aprimoramento das técnicas de medição e na padronização dos procedimentos adotados, em consonância com as práticas utilizadas no OMV, que, assim como o OMT, é uma unidade descentralizada do ON.
A capacitação contou com a participação de Ronan Miranda, Fábio Malcher, Alex Miranda, Lauro Zeferino e Anderson Pantoja, integrantes da equipe local. A iniciativa fortaleceu o conhecimento técnico e promoveu maior uniformidade nos procedimentos de medição, favorecendo a qualidade e a consistência dos dados magnéticos produzidos, além de reforçar a integração entre as equipes e o compartilhamento de boas práticas.

- Da esquerda para a direita (em pé): o técnico Ronan do Socorro Miranda, o técnico Fábio Júnior Coelho Malcher, o chefe do OMT, Eng. Alex Geovany da Silva Miranda, o técnico Lauro Amaral Zeferino e o técnico Anderson do Monte Pantoja; (sentado): o chefe do OMV, Alberto Faria dos Santos. Foto: ON.
Gestão e organização das atividades
A missão contou também com a participação do Coordenador de Geofísica, Dr. Fábio P. Vieira, que acompanhou as atividades e discutiu com a equipe aspectos relacionados à gestão e à organização dos trabalhos.

- Da esquerda para a direita, o tecnologista Dr. José Alejandro M. Alfonzo, o chefe do OMV, Alberto Faria dos Santos, e o Coordenador de Geofísica do ON, Dr. Fábio P. Vieira, na entrada do OMT. Foto: ON.
Entre os pontos abordados esteve a utilização da sala cedida pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que também é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), assim como o ON. O espaço, localizado na sede do MPEG, é utilizado pela equipe do OMT para as atividades de pré-processamento e processamento dos dados magnéticos. As discussões visaram otimizar a gestão das atividades nesse local, avaliar melhorias nas condições de trabalho e aprimorar o fluxo de processamento das informações.
Fortalecimento das atividades geomagnéticas
A visita técnica reuniu diferentes frentes de atuação, envolvendo aprimoramento da infraestrutura elétrica, testes de sistemas, desenvolvimento de soluções tecnológicas, capacitação profissional, padronização de medidas absolutas e reorganização da gestão.
As ações fortalecem a operação em Tatuoca, ampliam a confiabilidade dos equipamentos e qualificam a equipe responsável pelo monitoramento. A iniciativa reafirma a importância da cooperação integrada e da troca de experiências entre os observatórios de Tatuoca e Vassouras para o avanço contínuo da pesquisa geomagnética no país.
Inovação local garante maior precisão no monitoramento
Além dos avanços na infraestrutura e na gestão, a busca por maior confiabilidade nos dados magnéticos em Tatuoca também passa pelo desenvolvimento de soluções tecnológicas próprias. Para superar o desafio das constantes tempestades tropicais na Amazônia (cujas descargas atmosféricas geram interferências nos sensíveis magnetômetros do observatório), o próprio chefe do OMT, Eng. Alex Geovany da Silva Miranda, desenvolveu um detector de raios de baixo custo baseado em Arduino e Internet das Coisas (IoT). Em operação desde 2023, o dispositivo permite identificar o momento exato de cada descarga e filtrar ruídos, garantindo a integridade das séries históricas de dados fornecidas pelo OMT para pesquisas e aplicações industriais no mundo todo. Conheça aqui o equipamento.
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