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Palestra no Observatório Nacional aborda o panorama e os desafios da pós-graduação em Física e Astronomia no Brasil
A Coordenação de Astronomia e Astrofísica (COAST) do Observatório Nacional (ON/MCTI) terá na próxima quinta-feira, 3 de setembro, mais uma palestra do ciclo 2026 dos seus seminários semanais.
A palestra será ministrada pela Dra. Kaline Coutinho, professora da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da área de Física e Astronomia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O seminário terá como tema “Panorama e Desafios da Pós-Graduação em Física no Brasil” e será realizado presencialmente no Auditório Yeda Ferraz, no ON, às 15h. O coffee break será às 14h30.
Palestrante: Dra. Kaline Coutinho (USP/CAPES).
Data e hora: 3 de setembro de 2026, às 15h (Coffee break às 14h30).
Local: Auditório Yeda Ferraz, no ON.
Título: Panorama e Desafios da Pós-Graduação em Física e Astronomia no Brasil.
Resumo: A CAPES foi fundada em 1951. Em 1977, foram criadas as comissões de assessores por área, para a avaliação e o acompanhamento dos cursos/programas de pós-graduação stricto-sensu no Brasil, e foi estabelecido o Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES). Em 1998, houve uma mudança substancial no processo de avaliação com: (i) a padronização da ficha de avaliação para todos as áreas, ou seja, os mesmos quesitos são avaliados, porém cada área pode utilizar diferentes tipos de indicadores quantitativos e qualitativos; e (ii) a criação do Qualis para avaliar a qualidade dos artigos científicos baseado na classificação dos veículos de divulgação da produção científica, por ser impraticável avaliar a qualidade de cada uma das produções. Nesta época, a ficha de avaliação tinha 7 quesitos: proposta do programa, corpo docente, atividades de pesquisa, atividades de formação, corpo discente. Posteriormente, em 2013, a ficha passou a ter 5 quesitos: proposta do programa (0%), corpo docente (20%), corpo discente (35%), produção intelectual (35%) e inserção social (10%) e 17 itens distribuídos entre esses quesitos. Em 2017, a ficha passou a ter 3 quesitos: proposta do programa (1/3), formação e produção intelectual (1/3) e impacto social (1/3) e 12 itens distribuídos entre esses quesitos. Em 2025, a ficha tem 3 quesitos: proposta do programa (1/3), formação e produção intelectual (1/3) e impacto social (1/3) e 10 itens distribuídos entre esses quesitos. Agora, os programas de excelência, além de obterem conceito MUITO BOM nos 3 quesitos da ficha de avaliação, também devem demonstrar excelência nas 6 dimensões: Impacto na Sociedade, Internacionalização, Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), Solidariedade e Nucleação, Interdisciplinaridade e Boas práticas, incluindo obrigatoriamente a dimensão de Internacionalização com referenciais nos cenários institucionais de excelência mundial de cada área. Na área de Astronomia/Física (AFIS), em 2013, cerca de 55% da pontuação total da ficha de avaliação estava focada na composição/formação/produção do corpo docente. Em 2017 e 2021, este percentual reduziu para 45% e em 2025 reduziu para 18%. Esta redução de pontuação no corpo docente vem mostrando que o foco da ficha está cada vez mais migrando para o corpo discente, onde a quantidade e composição diversificada, a formação, o destino profissional e a produção de artigos científicos e/ou produtos técnicos/tecnológicos serão muito valorizados. Os indicadores apontarão para: maior flexibilidade nos objetivos e perfil formativo do discente; maior inserção da Física/Astronomia Experimental/Observacional (disciplinas, discentes titulados e produção); valorização de Física Aplicada com produção tecnológica, inovação, interação com empresas, startup, etc; valorização da atuação inter e multidisciplinar; maior qualidade das publicações e menor ênfase na quantidade; novos indicadores do impacto social; e estímulo a maior participação de mulheres e de jovens pesquisadores.
Bio: A Dra. Kaline Coutinho possui graduação (1988) e mestrado (1991) em Física pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorado em Física pela Universidade de São Paulo (1997). É professora titular do Instituto de Física da USP (IF/USP) e, atualmente, diretora do IF/USP (primeira mulher a ocupar o cargo). Atua como coordenadora da área de Astronomia e Física da CAPES. É membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) e bolsista de Produtividade 1B do CNPq. Tem ampla experiência na área de Física e Modelagem Molecular, com ênfase em Simulação Computacional, atuando principalmente em matéria mole, efeito solvente, propriedades eletrônicas e estruturais, interfaces, misturas líquidas, materiais porosos, agregados moleculares e nanotecnologia. Possui cerca de 150 artigos publicados e mais de 4.100 citações.
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