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Observatório Nacional participa da 1ª Conferência Nacional dos ODS, em Brasília
A Dra. Josina Nascimento, gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP), representou o Observatório Nacional (ON/MCTI) como delegada eleita na Etapa Nacional da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada de 30 de junho a 2 de julho de 2026 em Brasília (DF). O evento ocorreu após uma fase preparatória que mobilizou mais de 31 mil pessoas em todo o Brasil, entre elas 30 participantes do ON, entre servidores e colaboradores.
A Etapa Nacional da 1ª Conferência Nacional dos ODS aprovou 75 propostas de políticas públicas voltadas à implementação da Agenda 2030 no Brasil. Dessas, o Plenário Final considerou 15 como propostas prioritárias.
“Participar deste momento histórico foi uma oportunidade de unir o ON a outras forças nacionais em prol da sociedade brasileira e do desenvolvimento sustentável do país”, declarou a Dra. Josina.

- A Dra. Josina Nascimento, gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP), representou o ON como uma das delegadas eleitas para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: ON.
A Dra. Josina participou do GT 11, Educação Tecnológica e Inclusão Digital, pertencente ao Eixo 4, Inovação Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável. A proposta priorizada para o GT 11 é:
Fortalecer a educação tecnológica, financeira e empreendedora crítica, aplicada e sustentável, baseada em padrões abertos e soberanos, como eixo de integração entre inovação, sustentabilidade, cidadania, equidade e desenvolvimento territorial, por meio de políticas públicas, programas educacionais e iniciativas institucionais que ampliem o uso consciente e produtivo das tecnologias, incorporando a educação tecnológica nos currículos dos diferentes níveis de ensino, visando construir um ecossistema integrado de inovação na educação, que democratize o acesso à inclusão digital sustentável, priorizando grupos socialmente vulnerabilizados, para torná-las acessíveis universalmente. Além disso, articular o desenvolvimento de estudos colaborativos e ações comunitárias, com cooperação entre poder público, instituições de ensino, setor privado e sociedade civil, de modo a promover a formação de cidadãos críticos, apoiando a construção de soluções adequadas às realidades locais e alinhadas aos ODS. As políticas, programas e iniciativas deverão ser acompanhadas por indicadores públicos e resultados, com a divulgação de relatórios periódicos de avaliação.
As outras quatro propostas aprovadas para o GT 11 são:
Promover a inclusão digital acessível universalmente em todos os territórios, garantindo o acesso de todas as pessoas à conectividade de alta qualidade, pontos de internet gratuitos, laboratórios digitais, equipamentos públicos, hubs regionais de inovação, programas/ações de formação itinerante, programas de letramento digital do nível básico ao avançado, com financiamento à participação, permanência e acompanhamento pedagógico, por meio da articulação entre Estado, academia, comunidades, territórios e instituições públicas e privadas, priorizando grupos em vulnerabilidade social, de modo a enfrentar a exclusão digital, reduzir desigualdades de infraestrutura, qualificar o capital humano locorregional, desenvolver e fixar talentos e orientar o uso da tecnologia para respostas sustentáveis, territorializadas, inclusivas aos desafios socioambientais, que fortaleçam o combate a todos os tipos de preconceito;
Instituir uma política nacional de inteligência artificial sustentável, voltada ao desenvolvimento de IA verde e soberana, que garanta o uso de energias renováveis e tecnologias de resfriamento eficiente, fomente infra estruturas descentralizadas, otimize recursos naturais e promova a formação de recursos humanos e pesquisas associadas, contribuindo para a preservação ambiental, a eficiência energética, a redução das desigualdades e a criação de soluções tecnológicas sustentáveis;
Promover educação ambiental como eixo estruturante da gestão de resíduos sólidos e desenvolver plataformas digitais que integrem cidadãos, cooperativas, setor privado e poder público, com mecanismos de rastreabilidade e incentivo à reciclagem, inclusive de resíduos eletroeletrônicos, campanhas educativas e apoio a tomada de decisão, de modo a ampliar a eficiência da gestão de resíduos, fortalecer a participação cidadã e reduzir impactos ambientais negativos nos territórios;
Instituir política nacional de educação financeira digital para crianças, jovens e adultos e demais grupos em situação de vulnerabilidade social integrada aos currículos da educação básica e alinhada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), por meio de tecnologias educacionais, digitais, acessíveis, com o objetivo de desenvolver competências de planejamento financeiro, poupanças, investimentos, empreendedorismo, consumo consciente, sustentabilidade e prevenção do superendividamento, promovendo alfabetização financeira, a redução das desigualdades e o fortalecimento da cidadania econômica, em consonância com os objetivos das ODS.
Um evento histórico para a Agenda 2030
Sob o tema "A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável", a Etapa Nacional reuniu, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), 727 delegados e delegadas, entre eles a Dra. Josina, representando o ON.
O objetivo do evento era consolidar um caderno de 1.029 propostas coletivas, transformando-as em diretrizes para políticas públicas que busquem a redução de desigualdades e a proteção ambiental. Entre essas propostas, estava uma do ON, a de número 72 do GT 06 (Cadeias produtivas e Gestão Ambiental), pertencente ao Eixo 2 (Sustentabilidade Ambiental).
A participação e a contribuição do ON
A presença do ON na etapa nacional teve um intenso trabalho preparatório. Em 19 de maio de 2026, a instituição realizou em sua sede principal, no Rio de Janeiro (RJ), a conferência “Observatório Nacional: inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável”. O encontro, também conduzido pela Dra. Josina, teve como foco o Eixo 4 da conferência nacional, demonstrando como as pesquisas em Astronomia e Geofísica do ON geram soluções para desafios socioambientais.
Durante essa fase, o ON reuniu sugestões de seus especialistas em áreas como:
- Energias renováveis: potencial do hidrogênio natural, energia geotérmica e captura de carbono.
- Mitigação de impactos: tecnologias para reduzir riscos ambientais na exploração de óleo e gás.
- Soberania tecnológica: modernização da rede geomagnética brasileira.
Proposta aprovada: combate à poluição luminosa
A principal sugestão encaminhada pelo ON para a etapa nacional, conforme aprovado em sua conferência livre, focava na preservação do céu noturno. A proposta defendia a "Formação de uma comissão nacional institucional contra a poluição luminosa com representantes de órgãos governamentais e sociais".
Esta iniciativa baseia-se nos debates levantados pela Dra. Simone Daflon (COAST/ON), que alertou para os impactos da poluição luminosa nos ecossistemas, na saúde humana e na observação astronômica profissional. A criação desta comissão visa buscar soluções sustentáveis baseadas em eficiência energética e planejamento urbano, alinhando a ciência brasileira às metas globais da ONU.

- Em evento preparatório no ON, a Dra. Simone Daflon, gestora da Coordenação de Astronomia e Astrofísica (COAST), apontou a poluição luminosa como um problema ambiental, científico e social que ameaça a preservação do céu noturno, considerado um patrimônio natural e cultural da humanidade. Esta foi a proposta aprovada para o ON apresentar na etapa nacional. Foto: Vanessa Araújo/ON.