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Meliponário do Jardim Botânico do Rio chega aos 10 anos como referência na conservação de abelhas nativas sem ferrão
JBRJ reúne mais de 70% das espécies de abelhas sem ferrão registradas no Estado do Rio
Criado em 13 de maio de 2016, o Meliponário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro completa 10 anos como referência na conservação de abelhas nativas sem ferrão. A coleção de colmeias da espécie foi implantada com o objetivo de conservar os ninhos do inseto, resgatados de galhos e árvores mortas dentro do arboreto, preservando o processo de polinização. O Meliponário também é utilizado em atividades de educação ambiental e pesquisas científicas.
Registrado na Secretaria estadual de Agricultura, o Meliponário conta atualmente com 40 colmeias de 11 espécies que ocorrem no bioma Mata Atlântica da Região Sudeste. Esse conjunto representa cerca de 50% das espécies de abelhas nativas sem ferrão com registro para o Estado do Rio de Janeiro. Entre elas, estão a jataí (Tetragonisca angustula), a boca-de-sapo (Partamona helleri) e a Mirim droryana (Plebeia droryana).
Além dessas, outras cinco espécies - jataí-de-solo (Paratrigona subnuda),Trigona braueri, abutre (Trigona hypogea), irapuá (Trigona spinipes) e caga-fogo (Oxytrigona cagafogo) - ocorrem exclusivamente no arboreto. Com isso, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro reúne mais de 70% das espécies de abelhas sem ferrão registradas no estado, consolidando-se como um importante refúgio urbano para esses polinizadores nativos.