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Jardim Botânico do Rio promove “Manhã com abelhas sem ferrão”, em comemoração ao Dia do Meio Ambiente

Publicado em 04/06/2021 14h14

Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro promoveu, nesta sexta-feira (4/6), uma atividade especial destinada ao público infantil, a “Manhã com abelhas sem ferrão”. Conduzido pelo Serviço de Educação Ambiental do JBRJ, a atividade foi iniciada no laboratório didático do Museu do Meio Ambiente, seguida de uma trilha até o meliponário (coleção de colmeias de abelhas sem ferrão) do Jardim. Durante a atividade, educadores abordaram curiosidades e a importância das abelhas sem ferrão para a manutenção e conservação da biodiversidade, além de sua relevância na produção de alimentos.  

- É muito importante que as crianças saibam a importância desses animais para o meio ambiente e até mesmo para o mundo. Como disse, Einstein, sem abelhas, a humanidade perecerá. Durante a nossa atividade, os jovens tiveram a oportunidade de ver as abelhas sem ferrão em ação aqui no Jardim Botânico e gostaram muito – afirmou a educadora Ísis Tatiana Jordão Braga, do Serviço de Educação Ambiental do JBRJ. 

As abelhas sem ferrão, chamadas assim por possuírem o ferrão atrofiado, são essenciais para a sobrevivência de uma grande parcela das plantas nativas. Elas também contribuem para a manutenção das florestas, uma vez que são importantes agentes de transporte de pólen e fecundação das flores para até 90% das árvores. Se forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida. 

As abelhas sem ferrão também são conhecidas como abelhas indígenas, pois seus produtos, como mel, cera e própolis, há séculos são apreciados e utilizados pelos índios. A preservação dos ninhos na natureza e também a criação e multiplicação em caixas racionais, adaptadas para esse fim, favorecem a sobrevivência dessas abelhas e a manutenção de seus produtos e serviços. 

Depois das atividades no museu, as crianças caminharam até o meliponario, reaberto à visitação pública no último dia 20, que conta com 17 colmeias referentes a nove espécies de abelhas sem ferrão, nativas da Mata Atlântica da Região Sudeste. Lá, a responsável pelo Laboratório de Fitossanidade do JBRJ, Maria Lucia Teixeira Moscatelli, mostrou às crianças a ação das abelhas sem ferrão. 

- Além de produzirem um mel maravilhoso, as abelhas nativas brasileiras ajudam a polinizar e preservar o nosso arboreto e todo o meio ambiente - destacou. 

FOTO ALEXANDRE MACHADO