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Ações do PAN Flora da Caatinga avançam com expedições e articulações institucionais
Sementes da espécie 'Virola surinamensis' | Foto; J.N.C. Willner
Por Aline Costa e Josenilson Santos
Uma boa notícia nesta semana em que se comemora o Dia da Caatinga - 28 de abril - são as ações do Centro Nacional de Conservação da Flora - CNCFlora/JBRJ no âmbito do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Flora Ameaçada de Extinção da Caatinga Ceará–Piauí (PAN Flora da Caatinga).
O PAN Flora da Caatinga foi instituído pela Portaria nº 52, de 12 de dezembro de 2025 e estabelece estratégias prioritárias de conservação para 25 espécies constantes na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, além de contemplar ações voltadas a outras 12 espécies consideradas beneficiadas.
Com vigência de cinco anos, o PAN tem como objetivo promover a conservação e a recuperação da flora ameaçada da Caatinga nos estados do Piauí e Ceará, por meio da implementação de ações estratégicas integradas. As iniciativas visam assegurar a proteção dos habitats naturais, o manejo sustentável dos recursos e a participação ativa das comunidades locais, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na região.
Entre os dias 8 e 21 de março, foi realizada uma expedição de campo na área de abrangência do PAN, conduzida pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), por meio da Coordenação de Projetos de Estratégias para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (COESC). A atividade contou com a participação dos analistas Jessyca Santos, Josenilson Santos, Juliana Monteiro, Juliana Oliveira e Julian Wilmer.
Durante a expedição, foram coletadas sementes de espécies como Erythroxylum bezerrae, Virola surinamensis e Pitcairnia limae, além da marcação de novos pontos de ocorrência e da identificação de indivíduos matrizes de outras espécies-alvo e beneficiadas pelo PAN.
As atividades também envolveram articulação com atores locais e visitas a áreas estratégicas para a conservação, incluindo a Serra da Meruoca (CE), o Parque Nacional de Sete Cidades (PI), o Parque Nacional de Ubajara (CE) e a RPPN Natureza Divina (CE). Ao longo da expedição, foram realizadas reuniões com parceiros institucionais, com o objetivo de identificar sinergias entre ações já desenvolvidas no território e as estratégias previstas no PAN, além de fortalecer o engajamento dos atores envolvidos.
As ações do PAN estão inseridas no âmbito do projeto GEF Terrestre, ampliando o alcance das iniciativas de conservação.
Além da expedição de campo, outras atividades estratégicas foram realizadas, como a Oficina de Elaboração de Indicadores e Metas do PAN, nos dias 3 e 4 de março, voltada à definição de parâmetros para avaliação da efetividade do plano. Também foi realizada a 1ª reunião do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), que definiu a periodicidade dos encontros de acompanhamento do PAN, com o objetivo de monitorar a execução das ações, identificar gargalos e propor ajustes necessários. Essas iniciativas fortalecem a implementação do PAN e contribuem para a continuidade das ações voltadas à conservação da biodiversidade do bioma Caatinga.