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Quilombolas das cinco regiões do país podem se inscrever para o Prêmio Nacional para Mestras e Mestres de Povos Quilombolas
Estão abertas, até o dia 8 de maio, as inscrições do Edital nº 02/2026 Prêmio Nacional para Mestras e Mestres de Povos Quilombolas. A iniciativa, que é uma parceria do Ministério da Igualdade Racial (MIR) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), visa reconhecer e premiar Mestras e Mestres Quilombolas de comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), em razão de sua contribuição para a preservação, transmissão e fortalecimento dos saberes, práticas e expressões culturais, ancestrais e comunitárias quilombolas.
No total, serão concedidos dez prêmios, no valor bruto de R$39 mil cada, distribuídos respectivamente pelas cinco regiões brasileiras da seguinte forma: Nordeste (3); Sudeste (3); Norte (2); Centro-Oeste (1) e Sul (1). A divisão dos prêmios foi construída observando equilíbrio regional, proporção e dados populacionais quilombolas apresentados pelo Censo 2022.
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destaca que o Prêmio é de fundamental importância para a valorização e fortalecimento da cultura, salvaguarda territorial e reconhecimento em âmbito nacional das comunidades remanescentes de quilombos. “Nosso compromisso é continuar avançando com as titulações dos territórios quilombolas e com a promoção de outras políticas públicas, como ferramenta de reparação e enfrentamento ao racismo sistêmico que essas comunidades enfrentam”, declara.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma https://prosas.com.br/editais/17660-premio-saberes-quilombolas.
As candidaturas deverão indicar a área de atuação conforme os seguintes eixos temáticos: Saberes da Terra e das Águas / Ancestralidade Viva – música, dança, oralidade, culinária, técnicas extrativistas tradicionais; Defesa do Território e das práticas de biointegração/ Resistência Quilombola / Memória e Luta: atuação política e comunitária na defesa de direitos e territórios; e Saúde e Espiritualidade Quilombola: práticas de cura, benzimento, rezas, espiritualidade e segurança e soberania alimentar.
O edital considera como mestras e mestres de povos quilombolas, pessoas físicas reconhecidas por suas comunidades como referências de saber, prática e liderança cultural, que preservam, fortalecem e transmitem tradições, valores e memórias quilombolas; atuam como guardiãs de conhecimentos ancestrais, transmitidos pela oralidade, pela prática cotidiana e pelos vínculos comunitários e são reconhecidas por sua comunidade como exemplos de resistência, ensinamento e ancestralidade viva, contribuindo para a continuidade da identidade quilombola.
Legislação – São considerados e povos e comunidades quilombolas, os grupos étnico-raciais autodefinidos, com trajetória histórica própria e relações territoriais específicas, formados a partir da ancestralidade negra e da resistência à opressão histórica sofrida, conforme o disposto no Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003.