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MIR lança Revista ENCRUZA para fortalecer povos de terreiro e comunidades tradicionais
Montagem de Alessandro Prates sobre foto do Freepik
O Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), lança, nesta segunda-feira (30) a 1ª edição da Revista ENCRUZA, publicação socioeducativa voltada para o fortalecimento cultural, religioso e identitário povos de terreiro e matriz africana. A iniciativa integra o Projeto de Extensão Encruza, criado em 2024 por meio de uma parceria entre o MIR e Universidade.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, reforça a importância da publicação para a valorização das comunidades tradicionais: “a revista chega para fortalecer nossas tradições e dar mais voz às comunidades que sempre sustentaram a cultura do nosso país. É uma forma de garantir que seus saberes, suas histórias e seus direitos continuem vivos e respeitados por todos."
Instrumento de educação e valorização das religiões de matrizes africanas, a revista contribui para o reconhecimento e a proteção dos saberes ancestrais que constituem parte fundamental da identidade e da cultura brasileira.
Nesta edição, o tema central é o racismo religioso e as violências que historicamente ameaçam a liberdade e a existência dos povos de terreiro. Para o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos (SQPT), Ronaldo dos Santos, a publicação representa um avanço concreto nas políticas de enfrentamento ao racismo religioso. “A Revista representa um passo importante no enfrentamento ao racismo religioso, pois leva informação, memória e direitos para dentro das comunidades e para toda a sociedade. Esta publicação fortalece nossas políticas e amplia a compreensão sobre as violências que ainda precisamos superar", afirma.
A ENCRUZA traz entrevistas, artigos, perfis, resenhas e sugestões culturais que aprofundam o debate e apresentam as ações do Governo do Brasil no enfrentamento ao racismo religioso. Para a diretora das Políticas Públicas para os Povos Tradicionais de Matriz Africana e Povos de Terreiros, Luzi Borges, o conteúdo da revista dialoga diretamente com o trabalho que vem sendo desenvolvido de forma perene pelo Ministério. "O conteúdo desta edição materializa a concretude das ações que estamos estruturando. A revista amplia o alcance das políticas públicas, levando conhecimento e contribuindo para que as comunidades possam participar ativamente da construção dessas políticas", explica.
A parceria entre as instituições consolida uma experiência que une o saber universitário ao compromisso institucional com as comunidades tradicionais. A professora do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB coordenadora do Projeto Encruza, Dyane Brito, reforça o papel da extensão universitária nesse processo. “A parceria entre o MIR e a UFRB, por meio do Projeto, objetiva o desenvolvimento de ações com vistas a fortalecer o desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiro, Quilombolas e Ciganos, a partir da valorização cultural e da comunicação criativa. Nossas ações unem educação, memória, cultura e compromisso social como ferramentas de combate ao racismo”, reforçou.